"Estou surpreso que tenham libertado eles; eu não teria feito isso. Sabemos tudo sobre eles. Nós não os teríamos libertado", disse Trump aos repórteres no Salão Oval.
A polícia britânica justificou que os suspeitos continuam sendo investigados e tem condições rigorosas a serem cumpridas. "Após extensos interrogatórios e investigações, os cinco homens que haviam sido presos estão sendo libertados sob fiança policial nesta tarde", disse o comissário-assistente Laurence Taylor, chefe da unidade de contraterrorismo da polícia do Reino Unido, a jornalistas.
"Para deixar bem claro, isso não significa que a investigação tenha terminado. Eles estão sujeitos a condições rigorosas quanto aos seus deslocamentos e contatos com outras pessoas", acrescentou.
A base aérea da Força Aérea Real em Fairford, no sudoeste da Inglaterra, segue em operação.
Policiais da Força Aérea dos EUA foram vistos fazendo a segurança do local, enquanto veículos blindados foram registrados patrulhando a área interna da base aérea. Agentes também realizaram ações em vias que levavam até o local.
No domingo, 28, a Força Aérea americana afirmou que seus militares que servem no local "permanecem vigilantes", mas que, "por razões de segurança operacional", não discutiria "medidas específicas de proteção das forças".
A polícia britânica examina possíveis explosivos encontrados perto da instalação. Investigadores antiterrorismo apuram se as prisões impediram uma tentativa de ataque ligada ao Irã.
Questionado sobre os suspeitos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou "saber tudo sobre eles" e que "muito em breve haverá notícias a respeito".
A polícia britânica não divulgou a identidade dos homens, mas afirmou que eles são cidadãos britânicos, de Londres, e têm entre 20 e 29 anos.
Inicialmente, os suspeitos foram presos por crimes relacionados a explosivos. Depois, foi acrescentada a suspeita de que estariam preparando um ato de terrorismo.
Moradores de 85 casas foram retirados de Whelford, vila localizada perto da base aérea, no domingo, e especialistas do Exército em desativação de bombas usaram um robô para examinar três vans brancas. Os moradores ainda não haviam podido retornar para casa na manhã desta segunda-feira, e as vans também não haviam sido retiradas.
A Embaixada dos EUA em Londres alertou americanos no Reino Unido a terem cautela e atenção à própria segurança.
Agricultora acionou a polícia
Em março, o Reino Unido autorizou os EUA a utilizar a base de Fairford para "operações defensivas específicas dirigidas contra o Irã", com o objetivo de destruir mísseis iranianos.
O jornal The Times informou que integrantes da polícia antiterrorista que conduzem a investigação "tentam determinar se os suspeitos têm vínculos com o Irã".
Já o jornal The Telegraph afirmou que a polícia "suspeita" que o Irã seja o responsável mais provável pelo plano de ataque.
O jornal também lembrou que, em julho, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar Fairford, advertindo que qualquer base utilizada para lançar ataques contra seu país constituiria um "alvo legítimo".
A polícia foi alertada sobre os cinco suspeitos detidos no domingo por uma agricultora que vive perto da base. Ela contou à emissora BBC que havia visto "um grupo de homens mascarados" quando voltava para casa. "Percebi que algo muito incomum estava acontecendo", explicou.
A mulher afirmou que, "ciente de que havia uma ameaça à segurança da base", chamou a polícia. A identidade dela não foi divulgada.
*Com informações de agências internacionais.
(Com Agência Estado)
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