"O que importa para o Ártico, importa para todos os estados membros da União Europeia (UE). Três de nossos estados membros - Dinamarca, Finlândia, Suécia - são nações árticas. O que acontece aqui não é uma história regional, é uma história europeia", disse Costa.
O presidente do Conselho comentou que as prioridades da estratégia ártica da UE foram definidas em 2021 e continuam válidas - como a proteção climática, o desenvolvimento sustentável e a cooperação pacífica -, mas, quando se trata de segurança, é preciso se adaptar à nova realidade geopolítica.
"O Ártico é outra vítima do enfraquecimento do sistema multilateral. A soberania e o respeito à integridade territorial não podem mais ser dados como garantidos, e conceitos fundamentais do direito internacional, como a liberdade de navegação, estão sendo desafiados", enfatizou Costa, acrescentando que a Rússia é um dos principais motores dessa tendência.
De acordo com ele, a nova realidade geopolítica será refletida no próximo orçamento europeu de longo prazo - e em seu aumento de investimento na segurança e defesa, incluindo na região ártica.
Além da dimensão geopolítica, Costa frisou que não se pode perder de vista a grande ameaça que a mudança climática representa para a região, nem as oportunidades econômicas que ela oferece para a autonomia estratégica da UE, em particular para matérias-primas críticas.
(Com Agência Estado)
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