"A única maneira de acabar com esta ameaça de ataques iranianos a países vizinhos é destruindo os mísseis em sua origem", disse Starmer em vídeo postado em seu perfil no X. "A base de nossa decisão é a legítima defesa coletiva de amigos e aliados de longa data, e a proteção de vidas britânicas", ressaltou.
Starmer frisou que o Reino Unido não está envolvido nos ataques promovidos desde sábado, 28, por EUA e Israel ao Irã e não irá se envolver, mas disse que as retaliações iranianas têm atingido alvos civis em nações parceiras e colocam em risco cidadãos britânicos que vivem na região. "Nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas", afirmou.
Além de Israel, retaliações iranianas atingiram alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Starmer relatou que as forças armadas britânicas já mantêm "jatos no ar como parte de operações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos."
O primeiro-ministro disse ainda que seu país vai levar especialistas ucranianos e britânicos para ajudar "nossos parceiros no Golfo a abater drones iranianos." Os ucranianos têm enfrentado drones iranianos em sua própria guerra, porque a Rússia utiliza esses equipamentos.
Ao reiterar que o uso das bases tem objetivo apenas defensivo e não implica no envolvimento de seu país no ataque ao Irã, Starmer lembrou a invasão norte-americana no Iraque em 2003, com apoio da Grã Bretanha. "Todos nós nos lembramos dos erros no Iraque e nós aprendemos as lições", declarou. A ofensiva derrubou o regime de Saddam Hussein, mas mergulhou o país árabe num caos cujos efeitos são sentidos até hoje.
(Com Agência Estado)
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