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Mundo Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 17h:30 - A | A

Onda de protestos contra alto custo de vida toma conta de países da Europa

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Protestos contra o alto custo de vida, a precariedade dos serviços públicos e as dificuldades de acesso à educação e à moradia têm mobilizado manifestantes em diferentes países da Europa.

As populações de países como Grécia, França, Bélgica, Albânia, Itália e Sérvia têm feito reivindicações relacionadas à educação e às condições de vida. Já na Espanha e em Portugal, a crise habitacional está no centro das mobilizações.

Na Grécia, milhares de estudantes e professores foram às ruas nesta quarta-feira, 21, para protestar contra o alto custo de vida, a falta de moradia estudantil acessível e a precariedade do sistema educacional. Os manifestantes também criticaram os efeitos da alta dos preços, incluindo os combustíveis, sobre o orçamento das famílias.

Em Atenas, capital do país, alguns cartazes tinham frases cobrando por mais investimentos na educação pública. Uma das faixas dizia: "Da Grécia à França, deem dinheiro para a educação". Outra tinha a mensagem "Estudar ou sobreviver".

O salário mínimo na Grécia não ultrapassa 920 euros líquidos por mês atualmente. Em 2023, a Grécia destinou 3,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à educação, abaixo da média de 4,7% registrada pela União Europeia, de acordo com dados da Eurostat, agência de estatísticas do bloco.

Onda francesa

A França foi o primeiro país europeu a registrar a série de protestos que têm tomado conta do continente. Estudantes do ensino médio organizam bloqueios e manifestações para exigir mais recursos para as escolas, melhores instalações, turmas menos lotadas e a contratação de professores.

As mobilizações começaram com estudantes bloqueando escolas nos subúrbios de Paris. O movimento ganhou força nacional entre o fim de setembro e o início de outubro e se intensificou após episódios de forte repressão policial contra os manifestantes.

Mais franceses aderiram aos protestos que passaram a expressar uma insatisfação mais ampla com o governo do presidente Emmanuel Macron. Foram incorporadas reivindicações por respostas ao aumento do custo de vida e à deterioração dos serviços públicos.

Bélgica

Na Bélgica, estudantes protestam contra o aumento dos custos da educação e reformas que, segundo eles, podem dificultar o acesso ao ensino superior.

Albânia

Milhares de manifestantes foram às ruas da Albânia em atos contra denúncias de corrupção, o custo e a qualidade da educação e um projeto de resort de luxo no litoral sul do país, apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na última quinta-feira, 15, o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, rejeitou os pedidos de renúncia após três dias de protestos em Tirana, capital do país.

Itália

Na Itália, jovens e estudantes também se mobilizaram em meio a protestos mais amplos contra o custo de vida e relacionados à educação.

No último fim de semana, houve confrontos entre manifestantes e policiais, além de depredações e saques a estabelecimentos comerciais nos arredores da Praça do Duomo, em Milão. Cerca de 70 pessoas foram presas.

Sérvia

A Sérvia tem enfrentado protestos estudantis contra o governo há quase dois anos. O movimento estudantil indicou sua Lista Estudantil, composta por professores e especialistas de sua escolha, para eleições antecipadas que serão realizadas neste domingo, 25. A Lista Estudantil é atualmente a principal oposição ao Partido Progressista Sérvio, que está no poder desde 2012.

Nesta quarta-feira, o grupo de oposição fez um dos maiores protestos desse período e pelo menos sete pessoas foram presas ou detidas pela polícia sob suspeita de planejarem atos violentos para o dia da eleição. Cinco dessas pessoas foram presas na cidade de Novi Sad, no norte do país. As informações são do jornal britânico The Guardian.

Espanha

Na Espanha, ativistas foram às ruas em setembro para protestar contra os preços da habitação. Os atos foram desencadeados pelo despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos que perdeu sua casa após um fundo de investimento aumentar o aluguel em 230%.

Abascal morreu duas semanas depois, após ser internada em um hospital. O caso se tornou um símbolo das dificuldades enfrentadas por moradores diante do encarecimento da moradia.

Portugal

Em Portugal, manifestantes acusam o governo de não adotar medidas suficientes para enfrentar a crise habitacional e de pretender facilitar os despejos de inquilinos por meio de uma reforma do mercado de aluguéis.

Na manhã da última terça-feira, 20, a polícia portuguesa desmontou o acampamento de ativistas em defesa do direito à moradia instalado na Praça do Rossio, no centro de Lisboa. Na operação, 55 pessoas foram detidas.

*Com informações de agências internacionais.

(Com Agência Estado)

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