Liam Conejo Ramos foi detido com seu pai, Adrian Conejo Arias, e passou 10 dias em um centro de detenção no Texas antes de ambos serem libertados e retornarem para casa. Uma fotografia que mostra Liam usando um gorro azul de coelhinho do lado de fora de sua casa, com agentes federais por perto, chamou atenção nacional.
O juiz de imigração John Burns emitiu a decisão de encerrar os pedidos de asilo de Liam e sua família. Os advogados da família irão recorrer da decisão.
"Estamos profundamente decepcionados com a decisão equivocada do juiz", disse a advogada Danielle Molliver. "Estamos comprometidos com a família e lutaremos no recurso, obviamente, da melhor maneira possível."
Um recurso pode levar anos para ser julgado nos tribunais, embora Molliver tenha dito que espera que o governo pressione por um processo mais rápido.
O caso mobilizou as redes sociais. Em sua conta do Instagram, o deputado democrata Joaquin Castro explicou na quarta-feira, 18, que o pai de Liam foi preso enquanto estava a caminho de ver o seu filho recém-nascido. Adrian Alexander Conejo Arias possui diplomas em biologia e ciências de laboratório clínico. Ele é beneficiário do Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), programa dos EUA que protege da deportação imigrantes sem documentos que chegaram ao país quando crianças.
"Muitos beneficiários do DACA passam por um processo rigoroso; quem tem antecedentes não se qualifica. Ele estava no programa desde 2012 e esperava uma reforma imigratória que lhe desse status legal permanente e caminho para a cidadania. Mas o que o governo Trump vem fazendo é atrasar deliberadamente a aprovação das renovações. Arrastam o processo até que o DACA da pessoa expire antes de ser renovado", disse o congressista no vídeo.
As prisões de Adrian e Liam e a repercussão nacional do caso ocorreram durante uma mobilização de milhares de agentes de imigração na região de Minneapolis, o que levou a protestos diários e à morte a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais.
Vizinhos e funcionários da escola em que Liam estuda acusaram agentes federais de imigração de usar o menino como "isca", instruindo-o a bater na porta de casa para que sua mãe saísse. O Departamento de Segurança Interna classificou essa descrição dos fatos como uma "mentira descarada'. As autoridades afirmaram que o pai fugiu a pé e deixou o menino em um veículo na entrada da garagem. Ele nega essa versão.
O governo afirmou que o pai do menino entrou ilegalmente nos EUA em dezembro de 2024. O advogado da família, no entanto, alega que ele entrou legalmente, solicitando asilo, e que seu pedido de asilo lhe permite permanecer nos EUA.
*Com informações da Associated Press.
(Com Agência Estado)
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