Em publicação no X, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, destacou que a relação entre Teerã e Seul tem "mais de 64 anos" e que os vínculos bilaterais se desenvolveram com base no "respeito mútuo", classificando a parceria como "extremamente importante" para o Irã.
Em seguida, porém, fez um alerta: na conjuntura em que, segundo ele, o povo iraniano estaria se defendendo de "atos agressivos de invasão" dos EUA e respondendo a "crimes de guerra" contra mulheres e crianças, a presença militar de terceiros em Ormuz seria interpretada como cumplicidade. "Qualquer outro país" que se posicione militarmente no Golfo Pérsico e no estreito, ou que participe de ações no local, "inevitavelmente" será considerado como apoiando diretamente as partes responsáveis, afirmou, citando "consequências graves".
A declaração ocorre após a presidência sul-coreana indicar, na sexta-feira, que avalia contribuir para garantir a segurança da navegação em Ormuz. Um porta-voz disse a repórteres que a eventual contribuição poderia ser administrada "dentro de limites" que não comprometam a prontidão militar do país frente às ameaças que enfrenta, e que a análise ainda está em andamento.
A iniciativa de Seul ocorreu na esteira da redução de exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos e diversas críticas do presidente americano, Donald Trump, à ausência de apoio da Coreia do Sul em Ormuz. Além de reduzir os exercícios, Trump também fez um aceno à Coreia do Norte, afirmando desejar um encontro com o líder Kim Jong Un.
Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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