A empresa informou que o estudo de fase avançada para seu medicamento pelacarsen não atingiu seu objetivo principal de reduzir o risco de eventos cardiovasculares como morte, ataque cardíaco e derrame em comparação com placebo.
O medicamento conseguiu reduzir os níveis no sangue de uma partícula transportadora de colesterol conhecida como lipoproteína (a), ou Lp(a), mas isso não levou à redução do risco cardiovascular como esperado, disse a Novartis. Lp(a) elevado é um fator de risco hereditário para doenças cardiovasculares para o qual atualmente não há tratamento disponível.
"Estes não são os resultados que esperávamos, mas fornecem evidências importantes que avançam na compreensão científica da relação entre a redução de Lp(a) e os resultados cardiovasculares e podem ajudar a informar abordagens futuras para o gerenciamento do risco cardiovascular", disse o diretor médico da Novartis, Shreeram Aradhye.
A Novartis licenciou o pelacarsen, um chamado oligonucleotídeo antisense projetado para inibir a produção de Lp(a) em sua origem, da Ionis Pharmaceuticals. Rivais como Eli Lilly e Amgen estão trabalhando em outros medicamentos que visam o Lp(a) através de um caminho diferente.
O sucesso de terapias cardiovasculares anteriores e o uso mais amplo de outros medicamentos, como tratamentos para obesidade conhecidos como GLP-1s, estão elevando o padrão para futuros ensaios baseados em resultados cardiovasculares, escreveram analistas do Jefferies em uma nota para clientes.
Para a Novartis, os resultados positivos recentes de um estudo separado sobre esclerose múltipla devem tornar o fracasso do ensaio do pelacarsen mais aceitável para os investidores, disse o Jefferies. Mas a empresa agora precisa apresentar resultados positivos para um medicamento que adquiriu como parte de seu acordo de US$ 12 bilhões com a Avidity Biosciences para justificar o preço, acrescentaram os analistas.
Os resultados do estudo do pelacarsen também surgem menos de uma semana depois que a Novartis anunciou que havia pausado oito ensaios de uma terapia celular experimental para distúrbios autoimunes e neurológicos após a morte de três pacientes. Fonte: Dow Jones Newswires.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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