Com 43,8% dos votos, mais que o dobro do obtido cinco anos atrás, a AfD consolidou sua força regional e empurrou a União Democrata-Cristã (CDU), partido de Merz, para uma derrota severa, com queda aproximada de metade do apoio no estado.
Embora a liderança nacional da CDU reafirme a recusa a qualquer acordo com a AfD, a formação de governo em Saxônia-Anhalt tende a ser um teste real: para isolar a extrema-direita, seria necessária uma aliança ampla e incomum envolvendo CDU, social-democratas, Verdes, A Esquerda e a BSW, combinação vista como complexa e instável.
O candidato da AfD ao governo estadual, Ulrich Siegmund, busca liderar o primeiro Executivo estadual da extrema-direita no pós-guerra e já sinalizou que conversará com partidos e parlamentares. A chave pode estar na pequena BSW, que fez 5,3% e compartilha com a AfD posições pró-Rússia e críticas à imigração; sua liderança local indicou disposição para viabilizar a posse de um governador da AfD.
Em Berlim, o impacto é sobretudo político. A ascensão do AfD aumenta a pressão sobre Merz e pode dificultar acordos internos na coalizão CDU-SPD sobre o pacote de reformas econômicas, incluindo mudanças em tributos, previdência e mercado de trabalho, aponta o Commerzbank. Mesmo que um governo estadual do AfD não altere diretamente essas políticas federais, a legenda tende a usar sua influência no Bundesrat para ampliar o confronto e travar a agenda de reformas.
*Com informações da Dow Jones Newswires e da Associated Press.
Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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