Um alto funcionário americano e uma fonte familiarizada com o assunto, que não tiveram as identidades reveladas, disseram ao Axios que a Casa Branca considera que a última proposta enviada por Teerã não representa uma melhoria significativa em relação ao texto anterior e segue insuficiente para um acordo.
Uma das fontes afirmou que a proposta foi compartilhada por meio de mediadores paquistaneses apenas com "melhorias simbólicas" em relação à anterior, incluindo mais detalhes sobre o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares, mas sem informações sobre a suspensão do enriquecimento de urânio.
De acordo com o site, autoridades americanas afirmaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer chegar a um consenso para pôr fim ao conflito, mas considera retomá-lo diante da rejeição do Irã às exigências americanas e da recusa de Teerã em fazer concessões significativas em seu programa nuclear.
Trump deve reunir os principais integrantes de sua equipe de segurança nacional na terça-feira, 19, na Sala de Situação da Casa Branca, para discutir opções militares, segundo dois funcionários americanos ouvidos pelo site.
O Axios informou ainda que uma das fontes diz que, se o Irã não mudar de posição, os EUA terão de continuar as negociações "através de bombas". No último domingo, 17, o republicano já havia dito ao site, em entrevista por telefone, que "o tempo está se esgotando" e que, se o Irã não demonstrar flexibilidade, "será atingido com muito mais força".
Um dos funcionários americanos ouvidos pelo Axios disse que, apesar da imprensa estatal iraniana ter afirmado que os EUA consideram suspender algumas sanções petrolíferas contra o Irã durante as negociações, Washington não pretende conceder alívios "de graça".
"Na verdade, não estamos fazendo muito progresso. Estamos em uma situação muito séria hoje. A pressão está sobre eles para que respondam da maneira correta", disse a fonte ao Axios. "Chegou a hora de os iranianos pararem de fingir. Precisamos de uma conversa séria, sólida e detalhada (sobre o programa nuclear). Se isso não acontecer, teremos que conversar por meio de bombas, o que será uma vergonha", acrescentou.
Segundo o funcionário, os EUA e o Irã não negociam diretamente o conteúdo do acordo, mas sim a forma como essas negociações serão estruturadas. Para ele, o fato de o Irã apresentar contrapropostas mostra que o país está preocupado com novas ações militares americanas.
Essa foi pelo menos a quarta proposta de Teerã rejeitada por Washington. Em abril, Trump disse estar insatisfeito com a versão apresentada pelos iranianos após negociações mediadas pelo Paquistão. No início de maio, após receber outra proposta, afirmou que o texto não era aceitável para os EUA. Na semana passada, o republicano classificou uma nova tentativa de acordo como "inaceitável".
(Com Agência Estado)
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