O apoio ocorreu após ligação por telefone entre o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, a pedido de representante iraniano, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério de Relações Exteriores chinês.
O comunicado da China cita que Araghchi informou sobre a situação atual na região, afirmando que os Estados Unidos lançaram uma segunda guerra contra o Irã durante as negociações em curso entre os dois países.
"Embora progressos positivos tenham sido feitos nas negociações atuais, as ações dos EUA violam todo o direito internacional e ultrapassam as linhas vermelhas do Irã. O Irã não tem outra escolha senão se defender com todas as suas forças. A China expressou publicamente sua posição de imparcialidade e justiça e espera continuar desempenhando um papel positivo na prevenção da escalada das tensões regionais", diz o comunicado chinês.
Wang Yi afirmou que a China instou os EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares para evitar uma maior escalada das tensões e impedir que o conflito se alastre por todo o Oriente Médio.
Ele expressou confiança de que o Irã, dada a atual situação grave e complexa, manterá a estabilidade nacional e social, atenderá às legítimas preocupações de seus vizinhos e salvaguardará a segurança dos cidadãos e instituições chinesas no Irã. Araghchi declarou que o Irã está disposto a fazer todo o possível para garantir a segurança do pessoal e das instituições chinesas, segundo o comunicado.
Segundo o representante iraniano, durante a ligação, o chanceler chinês apresentou, em nome do governo e do povo da China, condolências pelo martírio do aiatolá Khamenei, líder supremo da Revolução Islâmica.
O chanceler iraniano também mencionou a morte de crianças e meninas iranianas - incluindo 171 meninas em idade escolar em uma escola na cidade de Minab - além de ataques contra hospitais, destacando a responsabilidade da comunidade internacional em condenar firmemente a agressão militar dos EUA e de Israel e a morte de civis iranianos.
(Com Agência Estado)
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