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Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026, 10h:00 - A | A

Coreia do Sul chama embaixador de volta após Zelenski revelar transferência de prisioneiros

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (8) que chamará de volta seu embaixador na Ucrânia, intensificando o protesto após o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, revelar a suposta transferência sigilosa de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul.

O anúncio ocorre dias depois de o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, ameaçar adotar medidas punitivas não especificadas caso a Ucrânia se recuse a pedir desculpas pela divulgação do caso.

O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano não informou quando o embaixador Park Hee-chang retornará ao país. Em nota, a pasta disse que seguirá em consultas com Kiev e afirmou esperar que a disputa seja resolvida de forma tranquila.

Coreia do Sul e Ucrânia se envolveram em um atrito diplomático depois que Zelenski mencionou a transferência dos soldados em discurso na ONU, em 23 de setembro. Seul acusa a Ucrânia de violar um acordo de confidencialidade sobre a operação, feita em meados de setembro, mas Kiev nega ter firmado tal entendimento.

Os dois militares estavam entre milhares de tropas norte-coreanas enviadas para apoiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Após a captura, no início de 2025, eles teriam manifestado desejo de se reassentar na Coreia do Sul, por temerem perseguição se fossem repatriados. Seul disse que aceitaria os soldados por considerar, legalmente, a Coreia do Norte parte de seu território e por manter uma política de acolhimento e apoio financeiro a desertores norte-coreanos.

Autoridades sul-coreanas afirmam que a confidencialidade foi adotada por preocupação com a segurança dos prisioneiros e de parentes no Norte. Especialistas, porém, dizem que o governo liberal sul-coreano também teme que a divulgação da chegada possa prejudicar tentativas de melhorar as relações com Pyongyang.

A imprensa estatal norte-coreana não comentou o caso. Ainda assim, a Coreia do Norte já reagiu com irritação a deserções de seus cidadãos, acusando a Coreia do Sul de sequestrá-los. Desde 2019, Pyongyang evita negociações com Seul e Washington e tem priorizado o avanço de seu programa nuclear.

Não está claro que outras medidas a Coreia do Sul poderia adotar. Analistas observam que preservar boas relações com a Ucrânia interessa a Seul, já que Kiev pode fornecer informações sobre a cooperação crescente entre Coreia do Norte e Rússia e sobre a experiência de combate no conflito. Observadores também avaliam que Zelenski tornou pública a transferência para chamar atenção ao risco do apoio militar norte-coreano a Moscou e, assim, buscar mais assistência internacional.

A Coreia do Sul forneceu US$ 445 milhões em ajuda humanitária à Ucrânia desde 2022. Em julho, Lee prometeu mais US$ 100 milhões em ajuda em encontro com Zelenski. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

(Com Agência Estado)

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