A aprovação ocorreu horas depois de as forças de ordem, com o apoio apenas de equipamentos antimotim, não conseguirem desobstruir uma estrada estratégica no país e terem que recuar diante da investida dos manifestantes. Seis policiais ficaram foram atingidos por bala e outros 26 civis sofreram outros ferimentos, segundo fontes médicas e da polícia ouvidas pela Associated Press.
Os protestos, que são mais intensos em La Paz, deixaram a capital política boliviana com escassez de alimentos, combustível e suprimentos básicos. Vários setores exigiram que o presidente aplique o estado de exceção e mobilize o Exército para controlar a ordem pública.
A norma autoriza o presidente a declarar o estado de exceção com apoio militar em todo ou parte do território por meio de um decreto com o objetivo de "preservar a ordem constitucional e a segurança do Estado" em caso de "comoção interna". O Executivo deve agora publicar um decreto e aguardar que a Assembleia Legislativa o aprove no prazo de 72 horas.
No círculo de Paz, fontes afirmaram ao El País que a expansão do conflito e a resistência em autorizar a intervenção das Forças Armadas custaram capital político ao presidente menos de sete meses após ele assumir o cargo.
(Com Agência Estado)
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