Segundo Baghaei, os acontecimentos recentes são resultado de violações da Carta das Nações Unidas por parte de Israel e dos EUA. Ele acrescentou que Teerã tem demonstrado "considerável moderação" apesar das alegadas violações da trégua e argumentou que Washington é responsável por descumprimentos do cessar-fogo no Líbano. Segundo o porta-voz, declarações de autoridades americanas sobre os ataques israelenses indicam que os EUA reconheciam que a trégua libanesa fazia parte de um acordo mais amplo.
O representante iraniano também afirmou que os ativos financeiros bloqueados do país e eventuais indenizações pelos danos da guerra farão parte de qualquer negociação futura. "Não haverá tolerância nem complacência" na defesa desses direitos, declarou. O presidente dos EUA, Donald Trump, porém, disse em entrevista à NBC que não discutirá o tema.
Em paralelo, autoridades e fontes iranianas elevaram o tom das advertências. O deputado Esmail Kowsari, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, afirmou que, caso todo o potencial do chamado Eixo da Resistência seja mobilizado, Israel "não terá capacidade de resistir".
Já uma fonte militar ouvida pela agência Tasnim News disse que o Irã está preparado para uma guerra prolongada contra Israel e para atingir interesses americanos na região. A fonte afirmou que Teerã elevará o nível da pressão sobre Israel e advertiu que os EUA não poderão se eximir da responsabilidade pelas ações de seu aliado.
(Com Agência Estado)
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