Scott argumentou que o projeto de US$ 46 bilhões é necessário, embora uma coalizão bipartidária de proprietários de terras, empresários e ambientalistas o considere um desperdício de recursos públicos capaz de prejudicar uma área que registra historicamente poucas travessias de migrantes.
"Nosso objetivo número um, desde o início, é saber quem e o que está entrando nos Estados Unidos", disse na quinta-feira. Segundo ele, deixar Big Bend sem infraestrutura de segurança, enquanto outras áreas da fronteira são fortificadas, fará com que a região seja "completamente invadida e destruída".
O plano, financiado por republicanos no Congresso, prevê muros de aço de até 9 metros, barreiras para veículos, estradas e sistemas de vigilância ao longo de cerca de 3.200 quilômetros da divisa com o México. O governo afirma construir 19 quilômetros por semana. Scott disse que o muro principal ficará pronto até dezembro de 2027 e que o projeto será concluído até o fim do segundo mandato de Trump. "Estamos, na verdade, adiantados em relação ao cronograma", afirmou.
Neste mês, um juiz determinou a suspensão das obras em Big Bend, incluindo o parque nacional da região, diante do risco de "danos graves e irreparáveis" aos autores da ação. O governo recorreu à Suprema Corte. A oposição ao projeto reúne inclusive parlamentares republicanos.
Após escavadeiras serem vistas removendo terra no parque em agosto, Scott suspendeu as atividades de construção no local para dialogar com moradores. Sem detalhar os planos devido às disputas judiciais, assegurou que não haverá muros altos de aço dentro do parque. Ressaltou, porém, que as barreiras naturais não impedem travessias ilegais e que cartéis mexicanos poderiam explorar eventuais brechas.
À frente de uma agência com 67 mil funcionários, Scott também abordou as críticas às operações migratórias da CBP no interior dos EUA. A atuação ganhou destaque após a morte do americano Alex Pretti, baleado durante uma ação em Minneapolis por agentes da Patrulha de Fronteira e da CBP, episódio que levou o governo a reduzir operações ostensivas nas cidades.
O comissário disse que a CBP continua auxiliando o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), mas diminuiu sua presença longe das fronteiras após o ICE ampliar seu efetivo. Evitou comentar a investigação do FBI sobre a morte de Pretti.
Em visita à fronteira com o Canadá, Scott alertou ainda para o uso crescente de drones por cartéis mexicanos para transportar contrabando e monitorar agentes americanos. O Departamento de Segurança Interna estabeleceu restrições temporárias a voos não autorizados de drones em uma faixa de 1,6 quilômetro ao norte da fronteira com o México. "Queremos garantir que essa ameaça não entre nos Estados Unidos", disse. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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