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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 07h:30 - A | A

Cerca de 1,5 mil integrantes do Estado Islâmico fogem de prisão na Síria

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Cerca de 1,5 mil integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico fugiram de uma prisão na cidade de Shaddadi, no leste da Síria, nesta segunda-feira, 19, segundo a agência Rudaw, que cobre a região do povo curdo.

A informação foi confirmada por um porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança militar liderada por indivíduos do povo curdo e que, nos últimos anos, foi a principal parceira dos Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico na Síria, antes da subida ao poder no país de Ahmed Al-Sharaa em janeiro de 2025.

O Exército da Síria confirmou a fuga de "um número indeterminado de detentos" e acusou as FDS de terem permitido a saída dos membros do grupo terrorista.

Por sua vez, as FDS afirmaram que "grupos armados", que seriam ligados às forças do governo, lançaram um ataque perto da prisão de al-Shaddadi, "que mantém milhares de membros do Estado Islâmico", acrescentando que "intensos confrontos com nossas forças encarregadas de proteger a prisão" estão em andamento em meio a "uma situação de segurança extremamente perigosa".

No texto, também citam ataques de "forças aliadas ao regime de Damasco" em outra prisão controlada pelos curdos, a de Al-Aqtan, em Raqqa. A força liderada pelos curdos também informou que nove de seus membros foram mortos e outros 20 ficaram feridos nos combates nesse local.

Acordo

Os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado próprio, com uma população de mais de 35 milhões de pessoas vivendo em áreas de Irã, Iraque, Síria e Turquia, onde têm conflitos com os quatro governos. Os grupos curdos se opuseram ao Estado Islâmico, com quem batalharam diversas vezes com o apoio dos Estados Unidos, e conseguiram o controle efetivo de regiões da Síria.

A escalada na situação das prisões ocorre menos de 24 horas depois que o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, anunciou no domingo, 18, que havia assinado um acordo de 14 pontos com o comandante das FDS, Mazloum Abdi, para interromper "imediatamente" a violência em curso no nordeste da Síria e integrar as áreas administradas pelas FDS às instituições estatais.

Entre suas principais disposições, o acordo estipula a integração das FDS e de suas Forças de Segurança Interna (Asayish), afiliadas aos ministérios da Defesa e do Interior ao exército sírio, num dos principais pontos de discórdia.

O acordo também prevê a entrega imediata das províncias de Deir ez-Zor e Raqqa pela Administração Autônoma Democrática do Norte e Leste da Síria, liderada pelos curdos, para o governo central. Nos termos discutidos, Damasco também assumiria a responsabilidade pelos detidos do Estado Islâmico e suas famílias atualmente mantidos pelas FDS.

O acordo concede ainda à liderança das SDF o direito de apresentar "uma lista de candidatos" para "cargos militares, de segurança e civis de alto escalão", e Sharaa deve emitir um decreto "nomeando um candidato como governador da província de Hasaka".

Em uma mensagem de vídeo também transmitida no domingo, o comandante das forças lideradas pelos curdos, Mazloum Abdi, disse no domingo que as FDS continuam determinadas a proteger as "conquistas" da região nordeste do país, apesar da "guerra" imposta às suas forças. Abdi chegou a Damasco nesta segunda para negociações com Sharaa.

O gabinete de al-Sharaa informou nesta segunda-feira que o presidente interino sírio conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e "afirmou a importância de preservar a unidade e a independência do território sírio" e "a necessidade de garantir os direitos e a proteção do povo curdo". O comunicado informou que eles também concordaram em continuar cooperando na luta contra o Estado Islâmico.

(Com Agência Estado)

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