"Em conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão, reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região", escreveu Pezeshkian em publicação no X. Ele afirmou que o conflito foi "instigado" pelos EUA e por Israel.
Segundo o presidente, as exigências do Irã para encerrar o conflito são:
- O reconhecimento dos "direitos legítimos" do país;
- O pagamento de reparações;
- E o oferecimento de "firmes garantias internacionais" contra possíveis futuras agressões.
A afirmação de Pezeshkian, no entanto, contraria as declarações feitas nesta quinta-feira, 12, pelo novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que disse, em sua primeira declaração pública, estar disposto a prosseguir com a guerra.
"Eu asseguro a todos que não nos abstermos de vingar o sangue de seus mártires. A retaliação que temos em mente não se limita apenas ao martírio do grande líder da Revolução; pelo contrário, cada membro da nação que seja martirizado pelo inimigo constitui um caso separado no arquivo da vingança", afirmou Khamenei em comunicado lido por um apresentador da emissora estatal.
"Um ponto que devo enfatizar é que, em qualquer caso, obteremos compensação do inimigo. Se ele se recusar, tomaremos de seus bens na medida que considerarmos apropriada, e, se isso não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção", acrescentou.
A guerra no Oriente Médio entrou em seu 13º dia nesta quinta-feira, com novos ataques e sinais de expansão do conflito. Israel afirmou ter iniciado uma nova ofensiva "em larga escala" contra alvos ligados ao regime iraniano, enquanto um drone lançado por Teerã atingiu uma torre de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
*Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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