Municípios como Água Boa e Nova Xavantina enfrentam filas extensas em postos de combustíveis diante da alta do diesel e do receio de desabastecimento. Embora não haja interrupção no fornecimento, a corrida para abastecer tem gerado transtornos e momentâneo esgotamento de estoques em alguns estabelecimentos.
Em Nova Xavantina, a prefeitura suspendeu parte da frota municipal, mantendo em circulação apenas ambulâncias e veículos do transporte escolar. “Foi uma medida emergencial. Precisamos garantir que serviços essenciais não parem”, afirmou o prefeito em comunicado oficial.
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Em Água Boa, boatos e apreensão intensificaram a procura, resultando em filas quilométricas e estoques temporariamente zerados. O vice-prefeito José Ari Zandoná (União) explicou: “Nós temos um pouco de óleo diesel que precisamos segurar para dar prioridade naquilo que é necessário, tanto no transporte escolar como na saúde. Certamente vamos parar os maquinários, só funcionando em casos de extrema urgência.”
Motoristas também relatam preocupação, Um caminhoneiro questionou os preços: “Eles falam que está acabando, mas em Rondônia o diesel foi para R$ 7,40. O povo aqui abusa.”
ENTIDADES REFORÇAM O ALERTA
No setor produtivo, o diesel acima de R$ 9,00 em algumas regiões preocupa agricultores. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, alertou: “O diesel é um insumo estratégico para o Brasil. Ele movimenta máquinas no campo, transporta insumos e garante o escoamento da produção. Quando o preço sobe de forma abrupta, o impacto chega rapidamente à mesa do consumidor.”
O presidente do UniBio MT, Henrique Mazzardo, afirmou: “A maior participação do biodiesel na mistura funcionaria como um contraponto à alta do diesel fóssil, contribuindo para conter pressões inflacionárias.” Já o diretor-executivo da entidade, Alexandre Golemo, acrescentou: “O setor possui estrutura e experiência suficientes para atender ao aumento da mistura, ainda mais diante da supersafra agrícola e da disponibilidade de matéria-prima.”
Especialistas apontam que a crise decorre da dependência brasileira da importação de cerca de 25% do diesel consumido e da volatilidade internacional, agravada por conflitos no Oriente Médio.
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