Mohammed se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, para discutir a situação no Oriente Médio, os esforços diplomáticos para reduzir a escalada e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Segundo comunicado do governo chinês, Mohammed afirmou que, desde o início das hostilidades entre EUA, Israel e Irã, Doha tem buscado promover um cessar-fogo e incentivado as partes a resolver divergências por meio do diálogo. O premiê disse ainda que o Catar apoia as iniciativas chinesas para a segurança do Oriente Médio e quer reforçar a coordenação com Pequim para proteger as rotas globais de energia e restaurar a estabilidade regional.
Yi, por sua vez, afirmou que a tensão no Golfo afeta a segurança regional, o transporte marítimo, a energia e as cadeias de suprimentos. "A pressão por meio das armas não é a saída. O diálogo e as negociações são o caminho correto", disse.
Em comunicado próprio, o governo catari afirmou que os dois lados enfatizaram a necessidade de garantir a segurança e a liberdade da navegação internacional em Ormuz. Mohammed reiterou apoio a esforços diplomáticos que levem a uma solução para assegurar o tráfego marítimo e abrir caminho para um acordo abrangente capaz de garantir paz sustentável na região.
Na agenda bilateral, o Catar disse que dará prioridade à garantia do fornecimento de energia à China, seu maior parceiro comercial e energético.
(Com Agência Estado)
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