Ferlini, apontado como sócio do músico, foi detido na Cidade do México junto com Gerardo Cisneros Bejarano, de 52 anos, identificado como seu motorista. Segundo o secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, o suspeito "aproveitou essa relação de confiança para entrar na residência" e cometer o crime.
"A coordenação entre as autoridades do Estado do México, da Cidade do México e do governo do México permitiu localizar e prender os dois suspeitos em menos de 12 horas. Diante de um crime dessa gravidade, as instituições agiram de forma imediata e coordenada", afirmou Harfuch em publicação no X.
Os policiais encontraram Jonathan e sua mulher, Ana Paula, de 35 anos, mortos em casa. Os dois estavam com as mãos amarradas e tinham ferimentos de arma de fogo na cabeça. O músico também estava com fita adesiva na boca. A filha de 3 anos do casal foi encontrada morta ao lado da mãe, também com um tiro na cabeça.
Em um dos quartos, os policiais localizaram o corpo da empregada doméstica, de 21 anos, com um ferimento de arma de fogo nas costas. Ela estava sobre a cama com as mãos amarradas. O cachorro da família também foi encontrado morto, com as patas amarradas, de acordo com o o jornal mexicano El Universal. Um filho do casal, de 6 anos, foi encontrado vivo e sem ferimentos. As autoridades ainda não sabem por que a criança não foi morta. Segundo o governo de Atizapán de Zaragoza, o menino ficou sob os cuidados de parentes diretos.
De acordo com o El Universal, Jonathan havia contado a um amigo que teria uma reunião com um sócio na terça-feira, 1º de setembro. O músico pediu que ele chamasse a polícia caso não tivesse notícias suas. Diante da falta de contato, o amigo procurou as autoridades.
Suspeito foi registrado por câmera de elevador
Segundo o El Universal, uma câmera do elevador do prédio registrou Ferlini no local às 17h24. Cerca de uma hora depois, Jonathan chegou à residência. Ferlini e Bejarano foram localizados e detidos na Cidade do México.
Segundo o jornal espanhol El País, autoridades afirmaram que Ferlini e Jonathan eram sócios. Fontes próximas à investigação disseram ao periódico que uma possível motivação para os homicídios é o roubo.
As mesmas fontes afirmaram ao El País que os dois tinham casas em Valle de Bravo, cidade turística do Estado do México, e alugavam os imóveis por meio do Airbnb.
O jornal, no entanto, informou que não encontrou no Registro Público de Comércio da Secretaria da Economia uma empresa na qual os dois aparecessem como sócios. Questionadas sobre a relação comercial, fontes ouvidas pelo periódico citaram a Nomad Property Management, um portal que oferece casas de luxo em Valle de Bravo, Tepoztlán, Acapulco e Cuernavaca.
(Com Agência Estado)
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