Em nota, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, apontou que diversas subestações ucranianas "vitais" para a segurança nuclear foram afetadas pela atividade militar ampla na manhã desta terça-feira, horário local. "Estamos acompanhando os desdobramentos para avaliar o impacto sobre a segurança", acrescentou Grossi.
Nesta terça-feira, 20, a Rússia bombardeou a Ucrânia com mais de 300 drones e mísseis balísticos e de cruzeiro, mirando a rede elétrica do país e deixando mais de 5.600 prédios de apartamentos sem aquecimento na capital durante um dos invernos mais frios na região em anos.
O ataque russo aconteceu poucos dias depois de ambos os países concordarem em um cessar-fogo local para permitir reparos pela AIEA na linha de energia da usina nuclear de Zaporizhzhya. A agência reguladora da ONU também pretendia enviar uma nova missão técnica para avaliar dez subestações elétricas críticas à segurança nuclear da Ucrânia.
Enquanto isso, autoridades ucranianas tentam manter o impulso das conversas de paz lideradas pelos Estados Unidos. Uma equipe negociadora chegou a Washington no sábado, sob o objetivo de transmitir como os ataques russos tem sido implacáveis e minam a diplomacia, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelenski.
Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta terça-feira que o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev planeja se reunir com alguns representantes americanos em Davos. Peskov se recusou a nomear os funcionários com quem Dmitriev se reuniria, mas relatórios da mídia disseram que incluiriam o enviado americano Steve Witkoff e o genro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner.
*Com informações da Associated Press.
(Com Agência Estado)
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