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Justiça Terça-feira, 19 de Março de 2024, 21:03 - A | A

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Terça-feira, 19 de Março de 2024, 21h:03 - A | A

AO MENOS 88 EM 30 DIAS

Vítimas de violência sexual tomam coragem e denunciam abusadores depois de palestra com MP

Projeto que leva peça teatral a escolas de MT passou por 22 municípios em um mês; meninos e meninas se manifestam a partir do conteúdo abordado na apresentação e encaminhamento é feito imediatamente

SABRINA VENTRESQUI
Da Redação

Depois de percorrer 22 municípios de Mato Grosso nos últimos 30 dias com a peça “Inocente Pétalas Roubadas”, que conscientiza crianças e adolescentes sobre assédio sexual, o Ministério Público registrou uma média de quatro denúncias por cidade, ou seja ao menos 88 notificações no período. Ao assistir à apresentação artística, os jovens costumam se emocionar e tomam coragem para denunciar os abusadores, segundo relato dos envolvidos na conscientização. 

Cabe ressaltar que, no ano passado, o Estado registrou um aumento de 69% nos casos de estupro de vulnerável, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT). De janeiro a novembro de 2023, foram 105 casos contra 65 estupros contabilizados no mesmo período em 2022.

HNT conversou com o coordenador do projeto ‘Prevenção Começa na Escola’, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, que contou mais detalhes sobre a iniciativa.

“Em todas as apresentações sempre tem alunas chorando, com cabeça baixa e, logo após, procuram a professora, ou o Conselho Tutelar, ou demais autoridades, para relatar que está sofrendo abusos ou que alguma amiga, colega está sofrendo, mas não tem coragem [de denunciar]. Então, a peça tem dois lados: o lado de orientar e prevenir e passar coragem ou segurança para as meninas ou meninos que estejam vivenciando ou já passaram por isso”, pontuou o procurador.

Em 2024, o projeto começou no dia 19 de fevereiro e terminou nesta terça-feira (19), em Primavera do Leste (235 km de Cuiabá), mas visitou outros 21 municípios. São eles Poconé, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Jaciara, Juscimeira, Nobres, Comodoro, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Rio Branco, Nova Ubiratã, Tapurah, São José do Rio Claro, Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres, Alto Araguaia, Alto Garças, Pedra Preta, São José do Povo, Guiratinga, Poxoréu. As apresentações tiveram audiência uma média de 400 crianças e adolescentes nas cidades maiores e 200 nos municípios menores.

Segundo Paulo Prado, após a manifestação das vítimas, o Ministério Público entra em ação para tomar as providências cabíveis.

“Na hora que há a manifestação, o MP pega essa situação e já toma as providências. Pede a prisão ou o afastamento do agressor, ou procura saber quem é o agressor. A gente não fica parado, imediatamente já começamos a agir”, contou.

O procurador destacou o caráter pedagógico da peça, que utiliza linguagem lúdica para ensinar às crianças e aos adolescentes como agir em casos de violência sexual, especialmente porque muitas vítimas sequer têm consciência de que estão sendo abusadas. Entre os pontos abordados pela apresentação estão bullying, assédio sexual, drogas, danos ao patrimônio público, gravidez na adolescência, por exemplo.

“Para prender a atenção, temos que usar linguagem lúdica. Estamos usando o teatro e é rápido. Existe uma personagem chamada Rosa, que é uma menina de 8 anos, existe o agressor que ela chama de bicho-papão e existe o amigo imaginário, que é o amigo bom que protege ela. Primeiro ela passa por bullying. O segundo ponto é proteger o patrimônio escolar e o terceiro ponto é mais demorado e delicado. A Rosa sofre abuso sexual e, na peça, a gente ensina como tem que fazer, como tem que denunciar. Ela [a Rosa] orienta os meninos e as meninas que estão assistindo, de que pode procurar o Ministério Público”, explicou.

“No final [da peça], a polícia vai e prende o agressor e aí as crianças vibram e ficam felizes. Então, você ensina através da orientação e prevenção para aqueles que não sofreram abusos a, se por acaso alguém tentar, como agir, e nessas explicações tem aqueles que estão sofrendo ou já sofreram abuso e alguns criam coragem e denunciam na hora, ou esperam de 24h a 48h para comentar com o coleguinha ou amigos de confiança”, complementou

As vítimas também contam com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) ou das Secretarias Municipais de Saúde de cada cidade.

DENUNCIE

Quem está sendo vítima de abuso sexual ou conhece alguém que está passando por essa situação, pode acionar o Ministério Público através do número 127, a Polícia Civil, no 197, a Polícia Militar, no 190, e o disque 100, para falar com o CREAS.

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