Quarta-Feira, 26 de Fevereiro de 2020, 17h:27

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Justiça concede liberdade a jornalista acusado de importunação sexual, tentativa de estupro e ameaça

Por: LUIS VINICIUS

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade ao jornalista e ex-assessor parlamentar Leonardo Heitor Miranda Araújo, 37 anos, na tarde desta quarta-feira (26). Ele estava preso desde o dia 25 de novembro de 2019 por importunação sexual, difamação, ameaça e tentativa de estupro contra um grupo de mulheres.

 

Olhar Direto

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 Leonardo foi preso no dia 25 de novembro

Leonardo estava preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), anexo ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo Presídio do Carumbé). A informação da soltura foi confirmada pela advogada do comunicador, Wellen Candido Lopes.

 

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o magistrado não impôs cautelares ao comunicador. Leonardo deverá deixar a unidade penitenciária ainda nesta quarta-feira (26).

 

Outras prisões

 

No dia 12 de fevereiro, a juíza da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Suzana Guimarães revogou a prisão preventiva do jornalista. Entretanto, ele seguiu preso por conta de outros processos que responde.

 

Descumprimento de medida protetiva

 

Em 25 de novembro, Leonardo foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo depois de desembarcar. A prisão foi cumprida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). O jornalista estava na cidade de Salvador (BA) onde foi passar o final de semana com amigos.

 

Em relação ao processo de descumprimento de medida protetiva, em tramite perante a 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar da Capital, a defesa apontou que não teve acesso ao processo. "Novo pedido de liberdade será solicitado baseado em fatos novos. Este processo está com audiência marcada para dia 26 de fevereiro de 2020".

 

A defesa completa que o termo circunstanciado em trâmite perante o Juizado Especial Criminal de Cuiabá, onde o mesmo foi acusado de ameaça, também teve o pedido de arquivamento solicitado pelo Membro do Ministério Público, diante da ausência do crime de ameaça, em relação às supostas vítimas.

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