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Justiça Quinta-feira, 19 de Maio de 2016, 17:10 - A | A

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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016, 17h:10 - A | A

ABSURDO

Julgamento de acusados de matar Maiana não aconteceu por falta de lanche para os jurados

MAX AGUIAR

A magistrada Mônica Catarina Perri, responsável por dar andamento em um dos processos com maior morosidade no Fórum da Capital, despachou no dia 15 de março, que o júri popular dos três acusados do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela não tem data marcada para acontecer por não haver dinheiro para a compra de lanche dos jurados.

 

Divulgação

maiana vilela

 

O julgamento dos três suspeitos já foi adiado três vezes, e agora com esse problema,  pode demorar ainda mais. “O processo é complexo, contando com 18 volumes, incluindo os anexos, nele figuram três réus representados por advogados diferentes e foram arroladas aproximadamente 20 testemunhas para depor em plenário, o que demandará muitas horas ou até mesmo mais de um dia de julgamento”, frisa a magistrada.

 

No despacho, Mônica Perri afirma que existe falta de dinheiro. “Contudo, ante a falta de verba para alimentação dos jurados, cujo procedimento, segundo informações da Diretoria do Foro, encontra-se na fase de licitação, sem data certa para finalizar, fico impossibilitada de recolocar o processo em pauta”, assinou.

 

Crime

 

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre Nunes assassinaram Maiana a mando de Rogério da Silva Amorim, ex-namorado da jovem.

 

Todos foram presos assim que o crime foi descoberto pela Delegacia de Homicídios, porém a defesa conseguiu relaxar as prisões e hoje todos estão aguardando o processo em liberdade.

 

A esposa de Rogério foi cotada como uma das mandantes do crime, no início das investigações, pois era a mulher traída da história. Contudo, ela foi absolvida pois não havia provas.

 

Ainda de acordo com a denúncia do MPE, Rogério teria encomendado a morte da menina, pois ela estaria fazendo chantagens, inclusive exigindo que ele comprasse um apartamento para ela em troca do silêncio da garota a respeito do relacionamento dos dois. Na época, em dezembro de 2011, Maiana tinha 16 anos.

 

O caso da morte de Maiana é o primeiro de feminicídio registrado pela Polícia Civil em Cuiabá.  Ela foi asfixiada e enterrada em cova rasa na região do Coxipó do Ouro. O motivo da morte seria passional.

 

"Morro a cada dia"

 

A mãe de Maiana Vilela, Suely Mariano, conversou por telefone com o HiperNotícias sobre a demora do júri dos acusados de matarem sua filha. Ela disse que uma notícia como essa só reforça a tese de que a Justiça existe apenas para alguns.

 

 

Segundo Suely, ela morre um pouco a cada dia ao saber que os culpados pela morte de sua filha estão soltos. “Eu fico cada vez mais indignada ao saber que Justiça só funciona em alguns casos. Estou morrendo todo dia ao ver o assassino de Maiana solto. Principalmente agora que por falta de lanche eles foram julgados”, comentou.

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