O ex-secretário de Estado, Eder Moraes, deixou a sede da Justiça Federal, em Cuiabá, nesta quinta-feira (14), após as 21h. Foram mais de oito horas de depoimento ao juiz federal Jeferson Schneider da 5ª Vara da Justiça Federal. Eder não resistiu ao assédio da imprensa, que o acompanhou desde as 12h, e declarou que não praticou nenhuma fraude contra o sistema financeiro e que passou até fome na cadeia.
|
No sábado (09), quando deixou a Polinter, em Cuiabá, Eder evitou à imprensa. Na noite desta quinta-feira ele explicou: “Eu não quis deixar que vocês fizessem foto de mim, porque eu estava muito magro, sofri muito com essa situação. Eu estava num estado de espírito muito ruim. Mas tudo isso é surpresa da vida pública, que devemos estar preparados para o bônus e o ônus”, revelou.
Se entrar em detalhes sobre o processo oriundo da Operação Ararath, por considerar o momento inadequado, Eder apenas destacou que Laura Dias, sua esposa, não era responsável pela parte financeira, conforme acusação do Ministério Público Federal.
O réu também foi indagado sobre o suposto calote aos advogados que fazem sua defesa. Sobre Paulo Lessa, que teria desistido do processo, ele disse que é amigo dele e que ainda vão conversar. Eder não se manifestou sobre a suposta falta de pagamentos de honorários.
O ex-secretário foi preso no dia 20 de maio deste ano, na 5ª fase da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal. Permaneceu em cárcere por 81 dias. Por meio de habeas corpus, foi colocado em liberdade no último sábado.
Nesta sexta-feira (15), será ouvida a esposa de Eder Moraes, Laura Tereza da Costa Dias, que também é ré na ação. O ex-secretário do Tesouro do Estado, Vivaldo Lopes e o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, ambos denunciados pelo MPF, também são réus.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.