A Defensoria Pública de Mato Grosso (DPEMT) ingressou com ação urgente contra o Município de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá) para assegurar moradia provisória e auxílio‑moradia a uma família que perdeu a casa após inundação causada pelas chuvas de 19 de junho. A residência teria sido alagada depois que obras da Prefeitura danificaram o muro e removeram o meio‑fio que protegia o imóvel.
A ação, assinada pela defensora pública Ana Lúcia Gonçalves Bandeira Duarte, relata que a manicure Zayama Kelly de Oliveira, de 38 anos, vivia há 15 anos no local com as duas filhas e a neta de 1 ano. A família afirma que nunca havia enfrentado alagamentos até a demolição de um imóvel vizinho, quando máquinas teriam derrubado a barreira que continha a água da rua. Com a enxurrada, o piso afundou e móveis essenciais foram perdidos.
A Defesa Civil constatou que a casa não possui mais condições de habitação. Sem recursos, Zayama e as filhas chegaram a dormir no salão onde ela trabalha, até serem obrigadas a deixar o espaço. Atualmente, estão temporariamente em uma casa cedida por uma cliente, mas o prazo de permanência é de apenas 30 dias.
Inscrita no CadÚnico e com renda mensal de cerca de R$ 2 mil, Zayama é a única provedora da família. A situação mobilizou moradores da região, que doaram alimentos, móveis e mão de obra voluntária.
Diante da ausência de solução por parte do município, a Defensoria pede que a Prefeitura ofereça hospedagem provisória, acolhimento temporário, imóvel público ou custeio de aluguel em valor suficiente para garantir moradia segura até que a família possa se restabelecer.
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