Mauricio Neves Fonseca iniciou as oitivas para apuração da denúncia de injúria racial, nesta segunda-feira, quando foram ouvidos o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, os auxiliares Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis, além do Delegado da partida, Marcelo Carlos Nascimento Vianna.
O auditor negou o pedido feito pelo Flamengo de suspensão do inquérito, ao destacar que o caso segue sendo investigado na justiça comum e que o STJD do Futebol deveria aguardar a conclusão na esfera criminal para dar seguimento na esfera desportiva.
Por determinação do auditor Maurício Neves Fonseca o inquérito seguirá em sigilo e somente após a conclusão serão divulgadas informações.
O CASO - Segundo Gerson, Ramirez o chamou de negro em tom pejorativo no início do segundo tempo da partida disputada em 20 de dezembro, vencida pelo Flamengo, no Maracanã, por 4 a 3.
De acordo com o jogador flamenguista, a injúria também teria sido ouvida por um de seus colegas de time, o zagueiro Natan. Além disso, o fato teria ocorrido próximo ao atacante Bruno Henrique, que teria tido uma discussão com Ramírez antes da suposta injúria. Um dia após a partida, Ramírez negou que tenha cometido qualquer ofensa de cunho racial e alegou ter sido mal entendido, uma vez que é colombiano e não domina a língua portuguesa.
O técnico Mano Menezes chegou a discutir com Gerson e chegou a dizer que se tratava de malandragem do atleta do Flamengo. Mano perdeu o emprego no mesmo dia, mas, segundo a diretoria do clube baiano, a demissão não teve relação com o caso e sim com o mau momento pelo qual o time atravessa no campeonato.
Após o caso, o Flamengo contratou especialistas em leitura labial, que produziram um laudo confirmando a suposta ofensa. O Bahia afastou Ramírez temporariamente logo depois do jogo, mas reintegrou o atleta pouco depois por conta de outro laudo, produzido por especialistas contratados pelo clube baiano, não ter conseguido localizar a ofensa.
(Com Agência Estado)
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