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Esportes Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026, 22:00 - A | A

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026, 22h:00 - A | A

São Paulo é denunciado por falta de acessibilidade no MorumBis e vira alvo de inquérito no MP

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e Pessoas com Deficiência abriu um inquérito civil para apurar irregularidade relativas à acessibilidade no estádio MorumBis, do São Paulo. O caso chegou ao Ministério Público após denúncia de feita por Amanda Nunes Costa, advogada e representante do movimento Torcida Tricolor PCD.

A torcedora relatou que o clube não forneceu espaço para torcedor PCD no dia 19 de agosto de 2025, durante partida contra o Atlético Nacional, por ausência de inscrição junto à Conmebol. Cinco dias depois, em duelo com o Atlético-MG, o MorumBis inaugurou um novo espaço PCD, com 206 lugares, sendo 103 para torcedores cadeirantes e outros 103 para seus respectivos acompanhantes.

De acordo com a denúncia, contudo, mesmo após a inauguração, o ambiente apresentava irregularidades como inexistência de piso tátil e tomada elétrica, ausência de intérprete de Libras, falta de cobertura no setor, substituição de vidro por grade na visão dos torcedores, estacionamento para PCDs com poucas vagas, obstrução visual no setor e sanitários que não atendem às dimensões mínimas

O São Paulo se manifestou dizendo que ouviu sugestões da representantes anteriormente. Também afirmou que, episódio de 19 de agosto, o novo espaço PCD ainda não havia sido homologado pelas entidades competentes. O clube também rebateu os apontamentos feitos após a inauguração.

De acordo com o clube, as normas técnicas foram seguidas para instalação dos pisos táteis, construção das arquibancadas e disposição e sinalização das vagas. Além disso, disse que não há obrigação da presença de intérpretes de Libras em jogos de futebol, "uma vez que não há diálogos", e admitiu problemas nos sanitários, mas afirmou já terem sido resolvidos.

A representação chegou a ser arquivada, mas Amanda protocolou um recurso e o MP aceitou a instauração de inquérito civil. Amanda também foi a responsável por protocolar o pedido de liminar para que a votação do impeachment Julio Casares fosse realizada de forma híbrida, para que mais conselheiros pudessem participar.

(Com Agência Estado)

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