No texto, Carlos Teixeira, Eduardo Salusse e Maurício Chamati, idealizadores do projeto, garantem a quitação da dívida de R$ 33 milhões com o Santos Laguna pela compra de Félix Torres, motivo do transfer ban. Já a resolução da pendência de aproximadamente R$ 650 milhões com a Caixa estaria condicionada a "auditoria e aprovações internas".
"Após a assinatura da proposta, da conclusão de auditoria sem riscos obstrutivos, da aprovação da SAFiel pelos órgãos competentes do SCCP, porém, antes mesmo da oferta pública de ações para captação dos recursos necessários à efetiva implementação do projeto SAFiel, será feito aporte, a título de antecipação condicionada, do valor necessário à quitação das pendências financeiras relativas à Arena Corinthians junto à Caixa Econômica Federal, com a liberação das garantias, o que permitirá a retomada das operações do SCCP e a constituição da SAFiel, sem qualquer impedimento de ordem contratual", diz o item 4.2 da carta.
Ao assinar o memorando, o Corinthians não estaria aprovando a SAFiel de forma imediata. Seria uma espécie autorização para levar o projeto adiante e iniciar o processo de aprovar as mudanças necessárias no estatuto do clube, pois o atual não permite que o modelo proposto seja implementado.
A SAFiel foi apresentado oficialmente à diretoria no dia 29 de outubro de 2025, na forma de uma proposta de parceria entre o grupo e o clube. Em novembro Corinthians pediu esclarecimentos após o setor de compliance levantar uma série de questões relacionadas ao projeto, que "estacionou" após o lançamento.
O QUE É A SAFIEL?
A SAFiel é um projeto de SAF do Corinthians cujo dono não seria um único investidor, mas sim os corintianos. O projeto prevê a constituição de uma holding chamada Invasão Fiel, composta por torcedores que adquiririam cotas de diferentes faixas de investimento. Essa holding seria a acionista controladora da futura SAF do Corinthians. Já o clube associativo permaneceria como detentor de parte das ações, recebendo participação proporcional aos ativos que aportasse no novo arranjo, descontadas as dívidas.
O arrojado projeto da SAFiel tem inspiração no Bayern de Munique. O projeto vai tentar conciliar a legislação brasileira com a cultura participativa do torcedor, como acontece no clube alemão. O objetivo é fazer uma distribuição popular e pulverizada das ações. Será utilizada uma estratégia que permite ao torcedor comprar ações com uma simples conta bancária, sem a necessidade de conta em corretora. A lógica é pulverizar o capital e impedir qualquer concentração de poder.
As ações seriam divididas em três categorias:
Populares: voltadas a torcedores de baixa renda com valores simbólicos de adesão
Varejo amplo: destinadas a pequenos e médios investidores
Investidores Profissionais: para aportes acima de R$ 1 milhão, com distribuição via bancos e corretoras.
O desenho de governança inclui a criação de quatro órgãos principais: um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal, um Conselho Cultural e um Comitê de Governança. Os dois primeiros teriam maioria de membros independentes, remunerados e sem vínculos políticos com o Parque São Jorge.
A estrutura executiva também seguiria parâmetros corporativos. A SAFiel teria um CEO com autonomia de decisão e metas de resultado, além de diretores de futebol, finanças, marketing e compliance contratados no mercado.
(Com Agência Estado)
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