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Esportes Quinta-feira, 07 de Junho de 2012, 09:00 - A | A

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Quinta-feira, 07 de Junho de 2012, 09h:00 - A | A

POUCOS SABEM

Maior artilheiro do Estádio Verdão em vida, Rinaldo hoje lembra de um passado de glórias com a camisa do Operário

Com 33 anos, idade que muitos atletas estão no auge da carreira futebolística, Rinaldo já pendurou as chuteiras, mas trás consigo a maior das consquistas: o maior artilheiro em vida do Estádio Verdão.

MAX AGUIAR

Ser jogador de futebol é o sonho da maioria dos meninos, já dizia Pelé. "Se você jogar uma bola para o guri, ele já sai driblando e querendo fazer gol”. As sábias palavras do rei do futebol decifram a história de alguns homens que buscaram o esporte, não para ser mais um e sim para fazer história. Assim aconteceu com Rinaldo Damasceno Melo, ou simplesmente Rinaldo.

Com 33 anos, idade que muitos atletas estão no auge da carreira futebolística, Rinaldo já pendurou as chuteiras, mas trás consigo a maior das consquistas: o maior artilheiro em vida do Estádio Verdão, 56 gols no total. Rinaldo hoje tem o futebol apenas fora fora dos gramados.

Trabalhando como controlador de acesso de uma construtora em Cuiabá, Rinaldo coleciona recortes de jornais, e matérias que levam seu nome como destaque. A maioria das notícias tem entre seus dizeres a forma com que Rinaldo deixava para traz seus adversários e, com facilidade, chegava as redes.

Segundo o próprio jogador, o que mais lhe trazia emoção num jogo de futebol eram em dois momentos: quando a equipe entrava em campo e quando a torcida cantava seu nome.”Quando você vê uma multidão gritando seu nome, não tem como não se emocionar”, relatou o ex-jogador.

Hugo Dias/HiperNotícias

Rinaldo arquiva todos os recortes de jornais que publicaram sobre suas passagens pelo futebol de Mato Grosso

O palco esportivo, que rendeu mais títulos a Rinaldo foi o Estádio Verdão, onde está sendo construída a Arena Pantanal, que será utilizada como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA-2014. Rinaldo critica a demolição do Verdão, lembrando que naquele lugar muitas histórias foram construídas e que o “gigante” não deveria morrer assim. “Cuiabá tem outros lugares que poderiam acolher a nova Arena".

"Mataram um gigante de uma forma que pelo menos eu não esperava, disse emocionado, lembrando de José da Silva Oliveira, o Bife, que veio de Campo Grande para fazer história no Mixto e no Operário, se tronando o maior ídolo do futebol de Mato-grossense e o maior goleador do José Fragelli. Bife fez 92 gols e nenhuma placa foi erguida em seu nome". Ele faleceu em 2008 com infecção generalizada e cirrose hepática.

SÓ JOGUEI NO RIVAL

Mesmo se dizendo torcedor do Mixto desde criança, Rinaldo se lamenta de nunca ter defendido profissionalmente o clube alvinegro de Cuiabá. “Sou Mixtense, mas só joguei lá quando tinha 17 anos. Devo minha história ao Operário, ganhei títulos, fiz gols e levantei a torcida só do Operário, sou muito grato ao tricolor”, disse o artilheiro que ainda sonha em disputar algum jogo festivo ou de categoria para veteranos com a camisa alvinegra, porque profissionalmente só jogou no rival do clube do coração do ex-jogador.

Ao ser questionado sobre a melhor partida de sua vida, Rinaldo respondeu sem esperar: “foi um clássico contra o Mixto, fiz três e vencemos por 5x0”, lembrou o jogador ressaltando que os outros dois gols foram marcados pelo atacante Odil, que até hoje atua no futebol.

Outra histórico confronto disputado pelo ex-jogador aconteceu em 2006, contra o Fluminense, pela Copa do Brasil no Estádio Verdão. Rinaldo marcou um do gols,mas o Fluminense venceu por 3x2.Para o atleta, jogar contra uma equipe do nível do Fluminense, e fazer gol, foi experiência que jamais vai esquecer.

Dos quatro títulos ganhos pelo maior artilheiro em vida do Verdão, três foram conquistados em cima do arqui-rival Mixto. “Como já disse, sou mixtense, mas o que me importava era vencer e fazer gols. Contra o Mixto a empolgação era maior e quando ganhávamos era festa”, contou.

Além de defender as cores do tricolor várzea-grandense, Rinaldo também jogou Avaí-SC, Vila Nova – GO, Marcílio Dias-SC, Foz do Iguaçu-PR e também jogou na Europa, pelo clube da Albânia, localizado no Sul da Grécia.

Quando questionado sobre pendurar as chuteiras tão cedo, aos 32 anos, Rinaldo começou dizendo que problemas com lesões lhe tiraram do futebol, mas ao final da entrevista o ex-jogador admitiu. “O futebol aqui é muito desvalorizado. Presidentes que deixam salários atrasar, não valorizam o atleta, querem oferecer pouco dinheiro querendo que o atleta jogue muito, assim não vai, jogador de Mato Grosso também tem família para sustentar. Futebol aqui tá longe de melhorar”.

Hoje, morador do bairro Dom Aquino junto com esposa e dois filhos, Rinaldo não fala muito de seu passado para os companheiros do atual serviço e surpreende quando diz o que foi em outrora. Muitos até desconfiam, mas os álbuns de foto e recortes de jornais comprovam sua história.

Hugo Dias/HiperNotícias

Rinaldo exibe foto na qual aparece o poster do último título disputado por ele com a camisa do Tricolor Várzea-grandense

ACHEI QUE IA ME ARREPENDER

Quando estava em Goiás, Rinaldo teve oportunidades de ser transferido para um grande clube do eixo Rio-São Paulo, mas acabou voltando ao tricolor, pensando em que ia se arrepender, mas acabou ganhado mais dois títulos, sendo um Estadual e outra Copa Governador. “Voltei achando que ia me arrepender, mas acabei ganhando e com isso novamente me tornei artilheiro das duas competições, dentre elas fiz o meu gol mais bonito, novamente contra o Mixto. Recebi de fora da área e chutei forte. A torcida gritou muito e com esse gol acabamos vencendo por 1x0 aquele clássico”.

Rinaldo parou de jogar tem um ano. Desde então, atuou um mês como um dos treinadores do time feminino do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, mas não seguiu a carreira por não ter apoio suficiente que se exige para se formar uma equipe de qualidade.

Com um sorriso que ainda esconde a total felicidade que em tempos atrás se via quando entrava em campo, numa tarde de domingo para defender as cores de qual fosse a equipe, Rinaldo espera ver jogadores da terra ter oportunidade de fazer histórias por aqui. E principalmente que o Futebol de Mato Grosso seja visto nacionalmente, não em Série C ou D, mas sim na primeira divisão nacional.

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cabral 07/06/2012

Parabéns a atitude do site de retratar a história dos nossos craques,o Rinaldo é um deles e tem outros craques que merecem lembranças por parte da mídia.

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Gervásio Almeida Simões 07/06/2012

O Operário sempre foi um time mais organizado, como também pagava melhor seus atletas. Na maioria das vezes que foi campeão, a sua folha salarial sempre era mais alta.

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José Luis Laranja 07/06/2012

A matéria não relata quantos gols o Rinaldo marcou no Estádio Verdão, e ainda diz que, o local não possuía nenhuma placa do artilheiro Bife. Pelo que tenho conhecimento e presenciei o fato, na descida das antigas cadeiras, havia uma placa homenageando Bife pelos 92 gols marcados no Estádio. José Luis Laranja, jornalista em Cuiabá

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3 comentários

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