Uma das grandes sensações da Copinha, Eduardo explodiu na vitória por 9 a 0 sobre o Batalhão, quando marcou quatro gols e deu duas assistências, e rapidamente passou a ser apontado como a próxima joia da Academia de Futebol. O prestígio já atravessou o Atlântico: o espanhol diário AS o definiu como o novo Endrick" sob o título "Palmeiras cria um monstro", enquanto o português A Bola destacou: "Um Conceição para Abel lapidar: quatro golos e três assistências num só jogo".
A valorização não é apenas teórica. Em 2025, o Palmeiras recusou uma oferta de 16 milhões de euros pelo jogador, que chegou ao clube ainda em 2018, com nove anos, para atuar no futsal antes de migrar para o campo e subir de categoria em categoria.
O fenômeno não é novo na Barra Funda. Em 2015, Gabriel Jesus foi o grande nome da Copinha que levou o Palmeiras à semifinal. Meses depois, tornou-se revelação do Campeonato Brasileiro, conquistou a Copa do Brasil, o Brasileirão de 2016 e o ouro olímpico com a Seleção antes de ser vendido ao Manchester City por 32,75 milhões de euros, aos 19 anos.
Sete anos depois, foi a vez de Endrick transformar a competição em trampolim. Em 2022, com apenas 15 anos, marcou dois gols na estreia, mais dois na segunda rodada e seguiu decisivo até o título inédito do Palmeiras. A meia-bicicleta contra o Oeste, nas quartas de final, foi tão impactante que até a FIFA celebrou o lance nas redes sociais. No mesmo ano, Endrick já estreava no profissional, conquistava o Brasileirão e iniciava uma trajetória que o levaria ao topo do futebol mundial.
A sequência de sucessos teve mais um capítulo em 2024 com Vitor Reis. Mesmo com a eliminação precoce do Palmeiras naquela edição, o zagueiro se destacou a ponto de ser incluído pelo jornal britânico The Guardian na lista dos 60 jovens mais promissores do futebol mundial.
Capitão da seleção brasileira sub-17, Vitor foi integrado ao elenco profissional, marcou gol em sua estreia contra o Corinthians e, poucos meses depois, virou protagonista de uma negociação histórica. No início de 2025, o defensor foi vendido ao Manchester City por 35 milhões de euros, tornando-se a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro.
"Hoje, o mercado olha para a base do Palmeiras com o mesmo respeito que olha para grandes academias europeias. A combinação entre tecnologia, metodologia e tempo de maturação faz com que o clube não apenas revele, mas maximize o valor de cada talento. Quando surge um talento como o Vitor, o mercado reage quase instantaneamente", afirma Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sports Management no Brasil, que gere a carreira de Vitor Reis.
Além desses, nomes como Estêvão, hoje no Chelsea; Luis Guilherme, no West Ham, e Danilo, no Nottingham Forest, fazem os olhos do mercado brilharem para a base palestrina na última década, girando mais R$ 1,5 bilhão desde 2015.
É nesse contexto que Eduardo Conceição surge como o próximo nome dessa linha de produção que une performance esportiva e inteligência de mercado. Com contrato longo, multa elevada e repercussão internacional ainda aos 16 anos, o atacante simboliza mais do que uma nova promessa, ele representa a continuidade de um modelo que transformou a base em um dos principais motores financeiros e esportivos do Palmeiras.
As análises da plataforma E-Scout, que avalia todos os jogadores da Copinha, ajudam a explicar por que o atacante vem chamando tanta atenção. Atuando como homem de frente, Eduardo apresenta alto índice de finalização e drible, que sustentam seu faro de gol e eficiência dentro da área. A velocidade e a resistência aparecem como diferenciais importantes nos duelos e nas arrancadas em profundidade, enquanto o entendimento de jogo, a mudança de ritmo e o comprometimento evidenciam um atleta ativo e participativo ao longo de toda a partida.
(Com Agência Estado)
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