Eliminada da Copa do Mundo na fase de 16 avos, com derrota por 1 a 0 para a Colômbia, Gana largou muito mal nas Eliminatórias da Copa Africana das Nações, sendo batida por 2 a 0 em visita à Costa do Marfim e, na última terça-feira, levando 4 a 2 de Gâmbia em seus domínios, o que tornou a permanência do comandante insustentável - o clima com os jogadores era turbulento desde a competição da América do Norte.
"Após discussões realizadas em espírito de respeito mútuo, a Federação Ganesa de Futebol e eu concordamos mutuamente em rescindir o contrato de prestação de serviços que regia minha função como treinador principal da seleção nacional de Gana, os Black Stars", oficializou Carlos Queiroz. "Essa não foi uma decisão fácil, mas ambas as partes concordaram que, nas circunstâncias atuais, encerrar nossa relação profissional era a medida mais adequada, priorizando os interesses de Gana, dos Black Stars e do futebol ganês acima de tudo."
O comandante português achou por bem romper o vínculo após não conseguir reorganizar a equipe. Saiu evitando, porém, desrespeitar jogadores e a organização. "Foi uma honra servir Gana e os Black Stars. Agradeço sinceramente à Federação Ganesa de Futebol e, em particular, ao seu presidente, pela confiança e pela oportunidade de liderar uma nação tão orgulhosa no futebol", seguiu.
O técnico ainda fez um mea-culpa por não conseguir realizar o prometido/acordado. "Vim para Gana determinado a ajudar a construir um futuro mais sólido para os Black Stars e apoiar o desenvolvimento do talento do país. Apesar do nosso empenho e esforços, as condições necessárias não foram plenamente estabelecidas, e o nosso desempenho recente reforçou a decisão de encerrar esta jornada", disse, frustrado.
"Parto com respeito, gratidão e orgulho. Agradeço à minha equipe técnica e a todos que nos apoiaram, especialmente desde o início dos nossos trabalhos de preparação para a Copa do Mundo de 2026. Acima de tudo, presto homenagem aos jogadores dos Black Stars. Agradeço a todos que representaram Gana com coragem, dedicação e orgulho. Vocês lutaram pelo seu país e carregaram as esperanças de milhões", se despediu.
Por causa da saída do comandante, um amistoso que estava agendado com Marrocos acabou cancelado. Carlos Queiroz ficou no comando da seleção por seis meses apenas, quatro até a Copa do Mundo, quando anunciou sua saída, e mais dois agora. O treinador pediu apoio à seleção.
"Acredite nesses jogadores. Proteja-os. Apoie-os. O talento e o potencial estão presentes. Com união, apoio e o ambiente certo, esta geração pode alcançar grandes feitos para o Gana", clamou. "Ao povo ganês e a todos os torcedores dos Black Stars, agradeço a paixão, o apoio e o carinho de vocês. Sempre levarei Gana comigo com respeito e afeto."
(Com Agência Estado)
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