Reserva em 1998 e titular em 2002, 2006, 2010 e 2014, Buffon poderia bater o recorde em 2018, quando ainda defendia o país, mas a vaga à Copa da Rússia não veio. A Itália ainda pode ir ao Catar, via repescagem, mas o experiente goleiro não se vê no grupo e mostrou respeito às decisões do técnico Roberto Mancini.
"Vamos ver como terminamos esta temporada. Sinto a responsabilidade de representar o Parma e os torcedores do clube, que me dão amor incondicional. Defini uma meta: se a Itália não se qualificar para o Mundial do Catar, quero estar no próximo. Não seria uma surpresa para mim estar em grande forma aos 48 anos. Penso que posso jogar até os 50", afirmou o goleiro, em entrevista à Gazzetta dello Sport.
Sem defender a Itália desde 2019 por opção de Mancini, que explicou tudo a ele em um conversa franca, Buffon não se vê na Copa de 2022, caso a seleção alcance a vaga, mesmo como terceira opção no elenco. Donnarumma é o titular absoluto.
"Não sonho mais. A dinâmica atual me faz pensar que estar no Catar seja impossível", disse. "É justo e respeito os pensamentos e escolhas de um homem inteligente como Mancini. Falamos a última vez há três anos. E é correto que ele aja da forma que acha melhor até para proteger o grupo", seguiu. "Além disso os goleiros são bons."
Técnicos costumam fechar seus grupos e dificilmente surpreendem com convocados apenas para a Copa. Buffon não esteve no ciclo para o Catar e até desconversa sobre a possibilidade em ajudar sendo um líder importante no elenco. "Não cabe a mim fazer este tipo de reflexão. Certamente Chiellini e Bonucci têm enorme experiência", apontou os ex-companheiros de Juventus como as vozes a serem ouvidas no atual grupo.
(Com Agência Estado)
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