A principal polêmica veio pelo não chamado do veterano, que declarou "abrir mão" da aposentadoria da seleção para ajudá-la. O técnico argentino definiu o ato como algo grandiosos e sincero, mas explicou que suas escolhas foram técnicas.
"Quando ele disse que estava disposto a contribuir para a seleção, entendi isso como um pronunciamento valioso e sincero. Não tenho nenhuma diferença com Suárez, mas optei por Viñas, Aguirre e Núñez. As decisões podem ter erros, mas não me guia nada além do que considero ser o melhor para a sorte esportiva da equipe", explicou o treinador, crente que seus atacantes vivem melhor fase que o jogador do Inter Miami.
E garantiu que não é nada pessoal. "Seria equivocado da minha parte julgá-lo publicamente. Não há nenhuma dúvida de que ele poderia contribuir para o time", destacou Bielsa.
O argentino ainda precisou explicar outra ausência: o meio-campista Nahitan Nández, que vinha sendo chamado com frequência. "Os motivos são esportivos, não há nenhum outro motivo que tenha a ver com algo que não seja esportivo", garantiu. "Nunca tivemos diferenças, discussões ou enfrentamentos que me tenham obrigado a considerar algo fora do esportivo. Entendo o assombro, porque foi convocado com regularidade, e na Copa América foi o melhor jogador."
Por fim, Bielsa ainda teve de explicar o motivo de o Uruguai não realizar amistosos antes da copa do Mundo. "Havia um plano inicial de jogar dois jogos amistosos para nos despedirmos do nosso público. Ia ser um jogo no interior e outro em Montevidéu, mas nos custou conseguir adversários e o tempo de preparação se reduziu."
(Com Agência Estado)
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