O futebol é o esporte mais praticado do mundo. Sua popularidade, em parte, se resume pela facilidade com que ele pode ser praticado: basta uma bola (seja de couro, plástico, meia ou mesmo um coco ou qualquer coisa redonda) e algo que se pareça com um gol para que a partida possa começar. Entre uma pelada de rua e a final da copa do mundo, a diferença é relativamente pequena.
Proporcional ao desejo de bater uma bolinha informal entre amigos e amigas que toma conta de corações e corpos pelo mundo é, porém, a rejeição a uma posição tão fundamental quanto desprezada: a de goleiro.
Entre revezamentos e obrigações aos menos favorecidos de talento, quem irá ocupar a posição do goleiro em uma pelada é sempre um dilema. Para resolver essa questão que o aplicativo Goleiro de Aluguel foi criado.
Criado por Samuel Toaldo e Eugen Braun – dois empreendedores e goleiros de Curitiba – o sistema é simples e direto: você pode se inscrever pelo aplicativo como goleiro ou como alguém que precisa de um goleiro para sua pelada. O aplicativo cruza oferta e demanda, junto de informações como data, horário e local, e oferece quantos arqueiros forem necessários para defender a baliza das partidas contratantes. Segundo Toaldo, são um milhão de partidas em quadras de aluguel por mês no Brasil, das quais 70% não possuem goleiro fixo.
A demanda por goleiros – e a própria oferta de goleiros atrás de times – se mostrou verdadeira e eficaz, mas nem só de amor ao futebol vive o sucesso crescente do aplicativo. O dinheiro pago pelo “aluguel” dos jogadores é em parte revertido para o próprio goleiro, que pode fazer de suas peladas uma fonte extra de renda mensal. Hoje já são mais de 3 mil goleiros cadastrados, mais de 6500 convocações, e mais de 1200 partidas realizadas. O preço por partida cobrado é de R$ 30.
Um ranking também premia os goleiros mais bem avaliados. Além de resolver o dilema das peladas pelo Brasil (e dos frangos vergonhosos habituais em partidas amadoras), o aplicativo possui também sentido social – essencial para o verdadeiro empreendedorismo hoje: uma parte do lucro do Goleiros de Aluguel vai para instituições de caridade e para doações de materiais esportivos e iniciativas que utilizam o esporte como meio de inserção social. E não para aí: há uma academia de goleiros, para quem quer se tornar um grande debaixo das balizas, e uma loja virtual, que vende artigos para goleiros em geral.
Foi por todo esse espírito empreendedor e inovador que o Goleiro de Aluguel conseguiu não só participar do programa Shark Tank Brasil – Negociando com Tubarões, do Canal Sony, como acabou por “pescar” dois dos tubarões para se tornarem sócios no negócio. Procurando por empresários a quem os investidores do programa possam se associar com dinheiro e experiência, Carlos Wizard e João Appolinário vestiram a camisa do Goleiro de Aluguel para, quem sabe, com muita dedicação, suor, treino e espírito de equipe, saírem com a vitória e levarem pra casa o caneco do crescimento e sucesso.







