Questionado sobre o tempo em que o Banco Central identificou as irregularidades no banco e a decretação da liquidação extrajudicial, no dia 18 de novembro do ano passado, Vorcaro criticou a lentidão do processo. "Havia uma solução de mercado para o banco, que até ali, como eu disse, era solvente, e a partir dali seria ainda mais sólido com a entrada dos investidores, ou seja, no modelo usual deveria ter sido analisado, deveria sim, obviamente, investigar essa questão das carteiras, mas não propiciar e executar não somente uma operação e uma liquidação do banco gerando esse prejuízo que poderia ter sido evitado", disse o banqueiro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo, monitorado com tornozeleira eletrônica.
Em outro trecho do depoimento, Vorcaro sugeriu que setores da autarquia conspiravam contra ele.
"Então, o Banco Central, naquele momento, até aquele momento, no meu entendimento, estava trabalhando, e aí eu acho que talvez não o Banco Central como um todo, trabalhava para uma solução. Eu acho que o grande problema que aconteceu nessa história, doutora, infelizmente, é que dentro do Banco Central, existiam pessoas que queriam uma solução de mercado, e existiam outras pessoas, departamentos, que queriam que acontecesse o que aconteceu e acabaram vencendo. Acho que essa é a grande questão. Então, talvez o Banco Central como um todo, na minha opinião, não falhou, mas eu acho que algumas áreas e algumas pessoas falharam muito, não só comigo, mas com o sistema financeiro", pontuou Vorcaro.
(Com Agência Estado)
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