"O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU. O Banco Central quer a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo não é um processo meramente administrativo. É um processo administrativo e criminal", disse Vital do Rêgo, em entrevista coletiva à imprensa.
O presidente do TCU afirmou que saiu profundamente feliz com o resultado da reunião, e disse que os diretores do BC afirmaram, com unanimidade, valorizar o trabalho do Tribunal.
Ainda segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como objetivo dizimar dúvidas sobre a competência do TCU para atuar no caso Master.
Reunião foi realizada após desgaste entre BC e TCU
O encontro estava marcado na agenda oficial. A reunião foi marcada na semana passada, em meio ao desgaste entre BC e TCU por causa da investigação.
Jesus autorizou em dezembro o início da apuração, com o objetivo de apurar se houve "precipitação" da autoridade monetária ao decretar a liquidação, no dia 18 de novembro.
O relator chegou a pedir explicações do BC. Com base na resposta, auditores do TCU concluíram, preliminarmente, que a autarquia agiu corretamente no processo que levou à liquidação. No sábado, por meio de nota, Jesus afirmou que o posicionamento dos técnicos não se confundia com uma decisão da corte de contas.
Segundo o ministro, foram os próprios auditores do TCU que requisitaram a realização de uma inspeção in loco no BC para ter acesso a documentos sigilosos do caso.
Jesus chegou a autorizar a inspeção na última segunda-feira, 5, mas voltou atrás na quinta-feira, 8. Ele acolheu um recurso do BC e deve submeter a realização da inspeção ao plenário da corte.
Além de Galípolo, também participaram da reunião, pelo BC, os diretores de Fiscalização, Ailton Aquino - que recomendou a liquidação do Master -; de Regulação e Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Gilneu Vivan; e de Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa.
(Com Agência Estado)
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