Economia Sexta-feira, 10 de Junho de 2011, 08:27 - A | A

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EM BAIXA

Venda no varejo teve em abril a primeira queda em 11 meses, aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estatísticas (IBGE) traçou dados nos diversos setores da economia

Site IBGE

André Vieira/Bloomberg

Supermecados foram responsáveis pelo principal impacto na taxa do varejo

Em abril de 2011, o comércio varejista registrou variação de -0,2% no volume de vendas e de 0,4% para a receita nominal, ambas as variações com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para o volume, é o primeiro resultado negativo depois de 11 meses de crescimento, enquanto a receita, mesmo reduzindo o ritmo, segue em expansão. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 10,0% sobre abril do ano anterior, 7,6% no acumulado do quadrimestre e 9,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de 15,4%, 12,6% e de 13,7%, respectivamente.

Entre as atividades, cinco têm variação negativa

Em abril, metade das dez atividades pesquisadas obteve resultados negativos para o volume de vendas, com ajuste sazonal (indicador mês/mês). Os resultados foram: veículos e motos, partes e peças (1,7%); móveis e eletrodomésticos(1,7%); outros artigos de uso pessoal e doméstico(1,7%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(1,2%);material de construção (0,2%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%);combustíveis e lubrificantes (-1,6%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%); Tecidos, vestuário e calçados (-3,2%); eequipamentos e material para escritório, informática e comunicação(-13,6%).

Já na comparação com abril de 2010 (série sem ajuste), somente equipamentos e material para escritório, informática e comunicaçãoregistrou taxa negativa (-2,4%) no volume de vendas. Os demais resultados foram: 10,4% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 19,3% em móveis e eletrodomésticos; 12,4% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; 10,0% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 1,7% em tecidos, vestuário e calçados; 0,9% para combustíveis e lubrificantes; e 3,4% em livros, jornais, revistas e papelaria.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação de 10,4% no volume de vendas em abril sobre igual mês do ano anterior, foi responsável pelo principal impacto na formação da taxa de varejo (51%). A taxa para os quatro primeiros meses do ano foi de 4,7% e, para os últimos 12 meses, de 7,0%. Com esse resultado, o setor volta a ter a principal contribuição, refletido por um aumento de demanda, provocado por um ritmo menor de crescimento dos preços dos alimentos, e pelo Efeito Páscoa, cujos gastos se concentraram em abril.

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 19,3% no volume de vendas em relação a abril do ano passado, registrou o segundo maior impacto (30%). Este segmento, que apresentou a maior variação entre todos os pesquisados, teve seu resultado explicado pela manutenção do crescimento do emprego e do rendimento, bem como pela queda dos preços dos eletrodomésticos (-6,0%, nos últimos 12 meses, para aparelhos eletrônicos no IPCA do IBGE), contrapondo os efeitos das medidas macroprudenciais implementadas pelo governo. No acumulado do quadrimestre, a taxa foi de 17,4% e nos últimos 12 meses, de 17,1%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com variação de 12,4% no volume de vendas em relação a abril de 2010, exerceu a terceira maior influência na formação da taxa do varejo. Cabe observar que o segmento, composto por lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., vem tendo seu desempenho influenciado pelo quadro geral de crescimento da economia e, especificamente este mês, pelo Efeito Páscoa. As variações acumuladas do primeiro quadrimestre e dos últimos 12 meses foram, respectivamente, de 8,4% e 9,7%.

Varejo ampliado cresceu 1,1%

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), crescimento tanto para o volume de vendas (1,1%) quanto para a receita nominal (0,4%). Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 11,8% para o volume de vendas e de 14,8% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou variação de 8,2% e 10,2% para o volume e 11,4% e 13,3% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Quanto ao volume de vendas, veículos, motos, partes e peças registrou alta de 1,7% em relação a março, o que aponta uma desaceleração no segmento. Comparando com abril do ano anterior, a variação foi de 15,5%. Em termos de acumulados, as variações foram de 8,5% no quadrimestre e de 10,6% nos últimos 12 meses. Em relação a material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,2% sobre o mês anterior, de 9,5% em relação a abril de 2010 e de 12,5% e 14,5% nos acumulados do quadrimestre e dos últimos 12 meses, respectivamente. Das atividades pesquisadas, esta teve a segunda maior variação acumulada do ano, mantendo o crescimento em função do crédito à casa própria, da maturação dos investimentos do programa “Minha Casa Minha Vida”, da manutenção do emprego e do nível de renda, além das medidas de renúncia fiscal, por conta da crise financeira de 2008, foram prorrogadas pelo governo.

Na comparação com abril de 2010, resultado negativo apenas no Amapá

Somente Amapá apresentou resultado negativo (-1,2%) na comparação com abril de 2010 no que tange ao volume de vendas. Para os outros estados, os destaques foram: Tocantins (27,1%); Paraíba (25,6%); Maranhão (18,0%); Minas Gerais (14,0%) e Rio de Janeiro (13,2%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, sobressaíram São Paulo (8,4%); Rio de Janeiro (13,2%); Minas Gerais (14,0%); Rio Grande do Sul (10,5%) e Paraná (9,3%).

Em relação ao varejo ampliado, também o Amapá foi o a única unidade da federação com resultado negativo, para o volume de vendas, na comparação com abril de 2010. Os destaques foram: Espírito Santo (38,2%); Tocantins (26,3%); Acre (24,1%); Maranhão (17,3%) e Paraíba (16,5%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram São Paulo (10,3%); Rio de Janeiro (14,1%); Espírito Santo (38,2%); Minas Gerais (11,9%) e Paraná (14,1%).

Ainda por unidades da federação, os resultados com ajuste sazonal, para o volume de vendas, apontam para 17 estados com resultados positivos na comparação mês/mês anterior. As maiores variações foram em Acre (3,3%); Tocantins (1,5%); Mato Grosso (1,6%); Pará (1,4%) e Pernambuco (1,4%).



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