Von der Leyen defendeu que "uma Europa mais forte e independente está agora emergindo". "Em um mundo frágil como vidro, somente a Europa pode trazer uma verdadeira soberania para os europeus e é por isso que temos aqui uma Europa da qual podemos estar eminentemente orgulhosos", afirmou.
A presidente da Comissão apresentou medidas para reforçar a competitividade do bloco e destacou que a UE usará todas as ferramentas à sua disposição para reequilibrar a relação com a China, diante do "ponto de inflexão" do déficit comercial de Bruxelas com Pequim.
Ao tratar de tecnologia, Von der Leyen ressaltou o avanço da IA e disse que a UE quer "tirar o máximo proveito" do potencial da ferramenta. Ela se descreveu como "otimista" em relação à capacidade da IA de beneficiar a humanidade, caso seja usada de forma adequada, e afirmou que o bloco intensificará os esforços com parceiros que compartilham a mesma visão - como Canadá, Reino Unido e outros - em temas relacionados à tecnologia.
"Convidarei os principais laboratórios de vanguarda para discutir os esforços do setor para definir o ritmo de desenvolvimento na fronteira tecnológica", disse. "Ao limitar os riscos da IA, podemos maximizar os benefícios. A próxima etapa desta corrida é sobre modelos de fronteira", acrescentou. Segundo ela, a UE anunciará, em novembro, iniciativas de IA industrial nas áreas de saúde, transporte, agroalimentar, manufatura avançada, defesa e espaço.
Na agenda climática, Von der Leyen anunciou a criação de uma "Aliança de Seguros Climáticos" para ampliar a cobertura de seguros contra catástrofes. Durante o verão europeu, países como Itália, Espanha e França enfrentaram incêndios intensos em meio às altas temperaturas.
Ela também defendeu a aposta em "energia limpa, acessível e produzida em casa", ressaltando a importância da independência energética da Europa e a necessidade de eletrificar o bloco. "Nosso objetivo é dobrar a cota de eletricidade até 2040. Dessa forma, a Europa poderá reduzir em 260 bilhões de euros por ano o gasto com a importação de combustíveis fósseis", afirmou.
Ao se dirigir ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, presente no Parlamento Europeu, a presidente disse que quer "abrir as portas" para que o Canadá se torne o primeiro membro associado da UE.
(Com Agência Estado)
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