As operações internas somavam R$ 153,330 bilhões em 31 de dezembro de 2025, uma alta nominal de 15,40% na comparação com os R$ 132,864 bilhões do fim de 2024. O saldo das operações externas caiu 8,79% nesse mesmo período, de R$ 200,994 bilhões para R$ 183,318 bilhões.
Os Correios - que, no fim do ano passado, tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União de Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa - respondem por apenas 3% do saldo devedor total das operações garantidas, ou R$ 10 bilhões, segundo as informações divulgadas no Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG).
Em seguida, entre as estatais federais, aparem Eletronuclear (R$ 2,679 bilhões, ou 0,8%) e Axia (ex-Eletrobras) (R$ 197,39 milhões, ou 0,1%). As garantias da União à empresa foram mantidas após a privatização. Como conjunto, as estatais têm 3,8% do saldo devedor.
Entre os bancos federais, BNDES e Caixa têm os maiores saldos de operações de crédito garantidas, com 6,6% (R$ 22,194 bilhões) e 0,6% (R$ 1,990 bilhão), respectivamente. Nas entidades controladas, destaque para Sabesp, com 1,5% (R$ 5,161 bilhões) e BRDE (R$ 1,596 bilhão, ou 0,5%). Em conjunto, os bancos federais respondem por 7,2% do saldo devedor.
Estados
O maior saldo devedor entre os Estados brasileiros é de São Paulo, com R$ 38,054 bilhões - ou 11,3% do total em 31 de dezembro de 2025. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 8,3% (R$ 28,045 bilhões); Bahia, com 5,8% (R$ 19,386 bilhões); Ceará, com 5% (R$ 16,706 bilhões); e Minas Gerais, com 4,9% (R$ 16,466 bilhões). Os Estados, juntos, têm 68,6% da dívida.
Os municípios brasileiros respondem por 17,5% de todo o saldo devedor. Nesse grupo, os líderes são Rio de Janeiro, com 2,9% do total (R$ 9,852 bilhões); São Paulo, com 1,8% (R$ 6,158 bilhões); e Manaus e Fortaleza, com 1% cada (cerca de R$ 3,20 bilhões).
(Com Agência Estado)
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