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Economia Sexta-feira, 27 de Março de 2026, 17:30 - A | A

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Sexta-feira, 27 de Março de 2026, 17h:30 - A | A

Taxas de juros curtas sobem com cautela e ceticismo sobre cessar-fogo entre EUA e Irã

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A pouca visibilidade em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de cessar-fogo e novos ataques de Israel contra o país persa esfriaram o ânimo dos investidores no pregão desta sexta-feira, 27, que foi de oscilações mais contidas nos juros futuros.

As taxas operaram em alta durante toda a manhã e perderam fôlego no fim do período, quando o dólar renovou mínimas, também ajudadas, na ponta curta, pela firme queda do retorno dos Treasuries de dois anos. No início da tarde, os vértices de um e dois anos da curva local migraram para o terreno positivo, conforme agentes reduziam risco antes do final de semana, que pode ter nova escalada da guerra.

Em seguida, todos os vencimentos passaram a subir, ainda que com pouco ímpeto nos juros longos, em meio a notícias de que EUA e Israel atacaram a infraestrutura iraniana, apesar da prorrogação da pausa nas ofensivas até 6 de abril. Com o confronto e seu impacto sobre as cotações de petróleo dominando os negócios, indicadores domésticos novamente não conseguiram fazer preço na curva.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 aumentou de 14,327% no ajuste anterior para 14,395%. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,07% a 14,115%. A taxa do DI para janeiro de 2031 oscilou de 14,155% para 14,15%.

Diante das incertezas sobre o processo de negociação entre os dois países e do bloqueio que persiste no fluxo de navegação pelo Estreito de Ormuz, o barril do petróleo tipo Brent para junho segue acima de US$ 100 o barril, e fechou com alta de 3,4% nesta sexta-feira.

"Os mercados estão respondendo a melhores perspectivas de um acordo de paz entre EUA e Irã, mas acreditamos que algum risco de mercado provavelmente persistirá", aponta o time de estrategistas do Citi. Em relatório, o banco informa que adotou posição neutra em câmbio e juros para todos os mercados da América Latina.

Segundo a instituição, mesmo em um cenário de potencial arrefecimento do conflito, os investidores ainda devem precificar algum grau de risco geopolítico, o que significa que o barril do petróleo tipo Brent não se estabilizará muito abaixo do nível de US$ 95 a US$ 100. "Isso, por sua vez, pode significar que os bancos centrais dos mercados emergentes teriam pouco ímpeto para serem muito agressivos em suas tentativas de aliviar a política monetária a partir daqui", afirmam os analistas.

Para Felipe Tavares, economista-chefe do BGC Liquidez, não houve uma grande notícia de peso que justificasse grande movimentação dos DIs. Mas a perspectiva de que o conflito não vai ser resolvido tão rapidamente se sobrepôs ao otimismo trazido em um primeiro momento pelas declarações positivas de Trump ao longo da semana, avalia ele.

"Ainda há uma esperança sobre o cessar-fogo, mas ela diminuiu. E tem também o medo da sexta-feira", diz Tavares, levando em conta que o confronto pode piorar no fim de semana, o que justifica posições defensivas. O economista também relata que muitos players ainda estão zerando posições aplicadas (que apostam na queda das taxas), o que acentua a abertura da curva futura.

No cômputo semanal, apesar das oscilações diárias, as taxas terminaram praticamente no zero a zero, com nenhuma delas abaixo de 14%, enquanto o mercado precifica cada vez menos cortes para a Selic no ano. A curva apontava no final desta tarde taxa terminal de 14,3% para 2026. Para abril, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto estava em 41%, ante 30% de manutenção.

(Com Agência Estado)

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