No pano de fundo, a investigação do governo Donald Trump contra o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, levou ao enfraquecimento global do dólar, sob entendimento de maior risco de interferência política no banco. Tanto é que o índice DXY, que mede sua performance contra seis pares fortes, recua cerca de 0,3%.
Já o dólar à vista fechou em alta de 0,12%, a R$ 5,3725, após mínima de R$ 5,3509 e máxima de R$ 5,3859, ambas alcançadas pela manhã. O contrato futuro para fevereiro marcava estabilidade a R$ 5,402 por volta das 18h. A liquidez do pregão foi reduzida, mas em 2026 a divisa americana cede 2,12% contra a moeda brasileira.
Em vídeo na noite de domingo, Powell revelou que o Fed recebeu uma intimação do grande júri do Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) dos Estados Unidos na última sexta-feira, 9, com a ameaça de uma acusação criminal contra o dirigente. O presidente do banco central americano disse ainda que a ação faz parte de uma campanha contínua do governo Trump contra sua gestão, que não tem cedido às pressões por cortes mais intensos de juros.
"A investigação a Powell foi vista com maus olhos, porque estamos falando de um presidente que foi abertamente criticado pelo Donald Trump e está prestes a sair do cargo. Acaba sugerindo uma influência de Trump no processo, e aí todo mundo coloca no preço o risco de interferência política no Fed", comenta o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou que Trump tenha instruído os funcionários do DoJ a investigarem Powell. Contudo, o economista da Ativa aponta que independente de o comandante do Fed decidir renunciar ou não mediante as pressões, seu mandato deve vencer já no segundo trimestre.
"Significa que Trump pode colocar uma pessoa que tenha um viés bem 'dovish' tal qual Stephen Miran, que ele indicou recentemente. Isso deve levar a um processo de enfraquecimento do dólar e fortalecimento de outras moedas globais", acrescenta.
(Com Agência Estado)
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