Em relatório, a S&P afirma que a produção industrial brasileira caiu pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais acelerado em mais de três anos.
Os participantes da pesquisa atribuíram o declínio à redução no volume de pedidos, à retração da demanda, às pressões sobre os custos e à incerteza geopolítica.
"Persistem as preocupações de que a menor demanda das indústrias possa pesar cada vez mais sobre os fornecedores e prestadores de serviços. Embora a inflação mais moderada tenha trazido algum alívio para os formuladores de políticas, a queda nas vendas e no emprego apontam para uma pressão crescente sobre as empresas, destacando a necessidade de apoiar a confiança e o investimento", disse a Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
E acrescentou: "Os próximos meses parecem desafiadores, com os fabricantes enfrentando incertezas relacionadas às eleições presidenciais, condições frágeis de demanda e tensões geopolíticas globais contínuas."
Segundo a S&P, os participantes da pesquisa observaram uma queda nas vendas para a Argentina e os Estados Unidos, em particular, e ambiente de demanda mais fraca afetou o número de funcionários e a capacidade produtiva.
"O emprego caiu pelo segundo mês consecutivo, e na maior proporção desde outubro de 2025. As empresas atribuíram as reduções na força de trabalho a medidas de controle de custos, demanda moderada, condições de mercado difíceis e, em alguns casos, escassez de candidatos adequados", diz o relatório.
A inflação dos preços de compra apresentou desaceleração nos três subsetores monitorados, com os produtores de bens de capital ocupando a última posição no ranking de inflação, enquanto a inflação dos preços de venda também foi moderada de maneira geral, com as empresas que aumentaram seus preços citando o repasse dos custos mais elevados aos clientes.
(Com Agência Estado)
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