De acordo com a agência, as perdas técnicas somaram 45,2 terawatts-hora (TWh) no ano passado, o equivalente a 7,2% da energia injetada no sistema de distribuição. Esse tipo de perda decorre de fenômenos físicos inerentes à operação das redes elétricas, como o aquecimento de cabos, transformadores e demais equipamentos utilizados para transportar energia até os consumidores.
Os dados da autarquia mostram ainda que as perdas totais no sistema de distribuição alcançaram 14,3% da energia injetada em 2025. Além das perdas técnicas, o índice inclui 45,0 TWh de perdas não técnicas, relacionadas principalmente a furtos de energia, fraudes em medidores, ligações clandestinas e outras irregularidades.
Segundo a agência, as perdas técnicas apresentaram comportamento estável em relação aos últimos anos. Dadas as características físicas do sistema elétrico, reduções expressivas nesses índices não são esperadas, diferentemente das perdas não técnicas, que podem ser mitigadas por meio de ações de fiscalização, modernização das redes e melhorias na gestão das distribuidoras.
A região Norte lidera as perdas técnicas e não técnicas, seguida pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. As concessionárias de grande porte, cujo mercado é maior do que 700 gigawatts-hora (GWh), são responsáveis por quase a totalidade dos montantes das perdas não técnicas no Brasil.
As 10 distribuidoras com maiores montantes de perdas respondem por 76,2% das perdas não técnicas do Brasil, e apenas Light e Amazonas Energia respondem por 31,2%. O mercado de baixa tensão dessas duas distribuidoras representa somente 5,8% do mercado brasileiro.
Perdas não técnicas
Os níveis de perdas não técnicas dependem da gestão das concessionárias, das características socioeconômicas e de aspectos comportamentais existentes em cada área de concessão, segundo a Aneel.
"Como as concessionárias atuam em áreas de concessão com especificidades diversas, tais como características do mercado e variáveis socioeconômicas, a comparação entre elas considera um ranking de complexidade, elaborado a partir de modelos econométricos, que permite comparação do desempenho das perdas não técnicas das distribuidoras, conforme o porte e a posição neste ranking", afirma a autarquia em nota.
(Com Agência Estado)
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