Há perspectiva de investimentos da ordem de R$ 3,5 trilhões ao longo do horizonte decenal para sustentar o crescimento da demanda interna, a modernização da infraestrutura e a "inserção competitiva" do Brasil na economia de baixo carbono, de acordo com a estimativa.
Esse Plano Decenal funciona como uma referência para a formulação de políticas públicas e o planejamento dos diferentes segmentos do setor energético. O consumo final de energia aumentará 1,8% ao ano até 2035, com a expansão da atividade econômica e pelo aumento do consumo em todos os principais setores da economia, incluindo transportes, indústria, setor residencial, comércio e serviços. Esse é o diagnóstico até então.
Para atender a essa demanda crescente, a oferta interna de energia deve crescer 2,3% ao ano. A participação das fontes renováveis atingirá 51% da oferta interna de energia em 2035. Esse parâmetro é geral, incluindo o setor de transportes.
No setor elétrico, as fontes renováveis em 2035 devem responder por mais de 85% da geração elétrica nacional, com destaque para a expansão da geração solar e eólica e para o crescimento da geração distribuída.
O PDE 2035 projeta ainda a ampliação da capacidade instalada de geração elétrica do Brasil dos atuais 255 GW para aproximadamente 367 GW em 2035. Isto é, uma expansão de cerca de 110 GW ao longo dos próximos dez anos.
(Com Agência Estado)
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