Para o economista, não há expectativa de mudança relevante na condução da política econômica. Krugman escreve que Trump "claramente" não vai reconsiderar suas escolhas, reagindo a sinais de fracasso com "negação e redobrando a aposta". Nesse contexto, as tarifas tendem a ser mantidas, já que "sua política tarifária fracassada continuará, a menos que a Suprema Corte a invalide".
Krugman aponta que a principal consequência dessa estratégia é a manutenção de um ambiente de forte incerteza, que desestimula investimentos e contratações. Ele avalia que a economia seguirá pressionada por decisões erráticas e por propostas que classifica como "uma sequência de ideias inviáveis e mal concebidas", incapazes de compensar os efeitos negativos já observados no mercado de trabalho e na indústria.
O economista também chama atenção para riscos adicionais à frente, como a tentativa de politizar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o prolongamento da guerra comercial, fatores que podem "desestabilizar os mercados financeiros" e aprofundar a cautela das empresas.
Embora o mercado acionário continue resiliente, Krugman ressalta que "o resto dos EUA não está", destacando a fragilidade da situação para trabalhadores e pequenos negócios.
O ganhador do Nobel sustenta que a combinação de políticas persistentes e elevada incerteza indica um cenário adverso no curto e médio prazo.
Segundo ele, sem uma reversão de rumo, a economia americana tende a enfrentar um período prolongado de estagnação e frustração, sobretudo entre os eleitores que acreditaram nas promessas de prosperidade rápida feitas pelo atual governo.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

