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Economia Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 14:00 - A | A

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 14h:00 - A | A

Ouro fecha em queda com perspectiva sobre juros mantidos em meio a quadro geopolítico

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ouro fechou em queda na sessão desta quarta-feira, 29, caindo ao patamar de US$ 4.500. O metal continua pressionado pela falta de avanços nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos, assim como pela expectativa de manutenção nos juros nesta quarta pelo Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 1%, a US$ 4.561,5 por onça-troy. Já a prata encerrou em baixa de 2,3%, a US$ 71,569.

O impasse nas negociações e o endurecimento da postura dos EUA reforçam as perspectivas de que o conflito no Oriente Médio está longe de acabar. Nesta quarta, a imprensa internacional afirmou que os Estados Unidos planejam seguir com o bloqueio naval contra os iranianos, enquanto o Teerã alerta para uma resposta "sem precedentes" caso os EUA continuassem apreendendo suas embarcações. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã "não consegue se acertar" e precisa "ficar esperto logo"

Em meio ao cenário, o ouro recuou para a faixa de US$ 4.500, no nível mais baixo em quase um mês. Para o Saxo Bank, Tanto o metal dourado como a prata vêm se desvalorizando desde o início do conflito no Oriente Médio "não porque seus fundamentos de longo prazo tenham se enfraquecido, mas porque o cenário macroeconômico mudou abruptamente em decorrência da guerra com o Irã", avalia o Saxo Bank.

A curto prazo, o foco do mercado se mantém nas negociações entre os dois países. A reabertura do Estreito de Ormuz e, consequentemente, a queda dos preços do petróleo representam o "maior catalisador de alta" para os metais, ainda segundo o banco.

O mercado aguarda, além dos desdobramentos no Oriente Médio, o resultado da reunião de política monetária do Fed, prevista para esta quarta-feira. A expectativa é de que os juros sejam mantidos inalterados. Ainda pela manhã, o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do BC dos EUA. Agora, a votação vai à plenário.

*Com informações de Dow Jones Newswires

(Com Agência Estado)

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