Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,10%, a US$ 4.082,4 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 0,98%, a US$ 60,511 por onça-troy.
O metal voltou a recuar ao patamar de US$ 3.900 durante a sessão. Para o Saxo Bank, o mercado ainda não "atraiu interesse de compra suficiente para estabelecer esse nível como suporte". Para o banco, a movimentação recente acontece à medida que os investidores continuam a precificar um aperto monetário "em resposta a um aumento da inflação, apesar da recente queda nos preços da energia".
No entanto, o metal se recuperou e voltou ao nível de US$ 4 mil, em meio a declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh. O líder afirmou que os riscos e as expectativas de inflação diminuíram nas últimas semanas, além de destacar a estabilidade no mercado de trabalho. A declaração foi feita no Fórum do Banco Central Europeu (BCE) em Portugal. Mais cedo, levantamento ADP mostrou a criação de 98 mil empregos no setor privado em junho nos EUA, um número acima do esperado, mas inferior ao dado de maio. Na quinta é a vez da publicação do relatório do payroll.
Para a UBS, o ouro continua enfrentando dificuldades no curto prazo devido às expectativas de aumentos nas taxas de juros do Fed, juros reais mais altos e um dólar mais forte. Contudo, o posicionamento do mercado está "muito enxuto", segundo o banco, avaliando que novas quedas devem ser limitadas. "Esperamos que a área psicológica de US$ 4.000 receba suporte de investidores de longo prazo que buscam reestruturar suas posições em níveis mais favoráveis e de compradores físicos".
No cenário geopolítico, representantes americanos e iranianos estão em Doha, no Catar, mas ainda não se encontraram e realizam as negociações por meio de mediadores, segundo a imprensa da região. Os países teriam chegado a um acordo preliminar para a liberação de verbas ao Irã.
*Com informações de Dow Jones Newswires.
(Com Agência Estado)
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