Na medida mais recente, anunciada nesta terça-feira, o PBOC informou que ajustará regras para exigir que instituições financeiras locais depositem uma parcela maior de suas reservas em moeda estrangeira no banco central, reduzindo, na prática, a liquidez doméstica de dólares. Analistas avaliam que a ação é em grande parte simbólica, mas serve como recado de que o banco central não está confortável com a valorização rápida do yuan.
Após o anúncio, o yuan recuou para o nível mais fraco em cerca de duas semanas, em torno de 6,67 por dólar, tanto no mercado onshore quanto offshore. No mercado doméstico, a queda colocava a moeda no caminho para interromper uma sequência de 13 sessões de alta e registrar o maior recuo intradiário em aproximadamente seis meses.
O estrategista Zhaopeng Xing, do ANZ, estimou que a mudança de regra retirará cerca de US$ 24 bilhões do mercado. Embora seja um valor pequeno frente à média mensal de US$ 30 bilhões em vendas líquidas de câmbio, ele pode ajudar a desacelerar a apreciação, segundo o analista.
Em 2026, o yuan tem superado a maior parte das moedas asiáticas, com valorização superior a 4% contra o dólar, apoiada pelo aumento das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, parceiros comerciais afirmam que a moeda ainda está subvalorizada e defendem um yuan mais forte, o que reduziria a competitividade das exportações chinesas e ajudaria a reequilibrar superávits comerciais. Economistas destacam que, embora o PBoC venha fixando taxas de referência diárias mais firmes - sugerindo tolerância a uma apreciação gradual - não haveria apetite por um fortalecimento agressivo que prejudique exportadores.
Segundo Zhennan Li, do Asia Macro Pulse, se o yuan continuar subindo rápido demais, o PBoC pode adotar novas medidas, mas a trajetória deve seguir determinada por fundamentos. Economistas do Goldman Sachs concordam, mantendo a visão de fortalecimento gradual e reiterando a projeção de 12 meses de USD/CNY em 6,40, citando o grande superávit comercial e a demanda de exportadores por conversão de moeda como motores principais. Fonte: Dow Jones Newswires.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









