"A taxa de desocupação aumentou pressionada por pessoas em busca de uma ocupação", lembrou Beringuy. "O fato de as pessoas estarem pressionando o mercado de trabalho e não estarem indo para a inatividade mostra que elas estão com perspectiva de conseguir trabalho."
A pesquisadora frisou que a taxa de desocupação ainda é consideravelmente menor do que no mesmo período do ano anterior.
"O mercado de trabalho está melhor do que no ano passado em termos dos indicadores, por exemplo, de ocupação, nível da ocupação, carteira de trabalho. O primeiro trimestre de 2026 traz contingentes que são favoráveis ao mercado de trabalho nesse início de ano", acrescentou ela. "A queda no nível da ocupação está no bojo do comportamento sazonal."
A taxa de desemprego no País voltou a subir, passando de 5,8% no trimestre terminado em fevereiro para 6,1% no trimestre encerrado em março. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo IBGE.
O resultado foi o mais elevado desde o trimestre terminado em maio de 2025, quando estava em 6,2%. Porém, a taxa de desocupação está no patamar mais baixo para trimestres encerrados em março em toda a série histórica da pesquisa. Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7%.
(Com Agência Estado)
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