"O Brasil tem a quarta maior jornada do mundo, com 44 horas semanais, e uma das piores produtividades. Matematicamente, mostra que o indicador produtividade-jornada de trabalho não é essencial para o fator produtividade. Senão, teríamos uma das melhores produtividades com uma das maiores jornadas", declarou, durante a leitura de seu relatório na comissão especial que analisa o tema.
Prates argumentou em seu parecer que, durante o século 19, as jornadas eram exaustivas, o que causava uma falta de "distinção clara entre os períodos de descanso e labor". "Esse regime de exploração, que atingia indiscriminadamente homens, mulheres e crianças, em ambientes frequentemente insalubres, baseava-se na premissa econômica de que a maximização das horas era o único caminho para a rentabilidade e a competitividade das fábricas", escreveu.
(Com Agência Estado)
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